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Pelo menos cinco militares do Exército e da Aeronáutica foram presos na última sexta-feira, 23, pela Polícia Civil de Brasília em uma operação de combate ao tráfico de armas. Além dos militares, foram cumpridos outros 17 mandatos de prisão e mais 43 mandatos de busca e apreensão em diferentes regiões do Distrito Federal e do entorno.

A quadrilha é acusada por tráfico de armas e munições e estava sob investigação há pelo menos três meses. Uma das linhas de investigação é a de que as armas e munições eram “roubadas” das unidades militares. Isso implica que o número de militares envolvidos deva ser bem maior do que o apresentado até o momento.

Como é de praxe, os militares apressaram-se em minimizar o ocorrido. Em nota oficial, o Comando Militar do Planalto negou que um suposto líder do grupo seja ex-militar e que já estariam presos em unidades do exército um militar da ativa e dois outros da reserva. A Aeronáutica, que tem um militar envolvido, divulgou nota com teor semelhante.

Acontecimentos como esse são frequentes, embora pouco se fale deles na imprensa golpista, e demonstram que, ao contrário do que procuram apresentar as altas cúpulas da Forças Armadas, os militares não representam um “bastião moral” no meio da “desagregação social” do país.

Muito ao contrário, é justamente a impunidade reconhecida dos militares diante do regime político o que facilita o envolvimento das corporações em todo tipo de crime. O caso da Polícia Militar é o maior exemplo. Tráfico de toda ordem, grupos de extermínio nas cidades, pistoleiros em defesa de latifundiários, entre outros tipos de crime, são a regra e não a exceção na PM em escala nacional.

Poderia se objetar que as Forças Armadas são diferentes das polícias militares. Nada mais falso. As PMs, elas mesmas criadas pelo regime militar, nada mais fazem nos dias de hoje do que era a prática cotidiana dos militares durante a ditadura.

Aliás, diante da absoluta impunidade para todos os tipos crime perpetrados pelos militares de todas as patentes, pode se afirmar, sem margem de erro, que os crimes e atrocidades de responsabilidade dos militares eram em muito superiores aos da PM nos dias de hoje, pelo simples fato de que, bem ou mal, ainda é possível pelo menos denunciar os crimes da polícia militar (mesmo que, na maioria das vezes, os policiais militares venham a ser julgados por seus pares e não na justiça civil). Já para os militares da ditadura militar a impunidade estava garantida pela absoluta repressão imposta pela ditadura militar. É o que a linha dura dos golpistas quer: a volta de uma ditadura contra o povo.

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