Eleições Municipais no Rio
Forças armadas tentam esconder como podem seu apoio a Crivella, entretanto, são seus principais aliados.
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Foto: Redes Sociais/Reprodução
"Santinho digital" com Crivella (esq.), Firmo (centro) e Bolsonaro (dir.) | Foto: Redes Sociais/Reprodução

O “santinho digital” de Crivella causou um “mal-estar” tanto na ONU quanto nas forças armadas brasileiras. Andréa Firmo (Republicanos), sua candidata à vice-prefeita, aparece, na imagem, no centro, entre Crivella (à esquerda) e Bolsonaro (à direita), trajando uniforme camuflado, além da boina e lenço azuis das forças militares da ONU.

A legislação militar proíbe o uso de fardamento militar em manifestações de caráter “político-partidário”. Entretanto, é mais do que sabido que isso não passa de demagogia barata para dar aparência de neutralidade às forças armadas, especialmente pela imagem negativa da mesma perante a esmagadora maioria da população após o golpe de 1964 e a ditadura que o sucedeu.

Tanto a ONU quanto as forças armadas brasileiras nunca foram, e nem nunca serão, neutras. Pelo contrário, são o símbolo maior da extrema-direita e do imperialismo.

Pelo lado da ONU, basta lembrar suas “missões de paz” em Kosovo e Haiti, que deveriam ser renomeadas como “missões de guerra”, dada a violência e repressão sobre as populações locais.

Já as forças armadas brasileiras, sempre agiram sobre o cenário político do país, principalmente para atender aos interesses dos imperialistas. Desde a proclamação da república (feita por militares), passando pela ascenção de Getúlio Vargas e o pelo golpe de 1964, até a eleição de Bolsonaro (capitão da reserva e com vice-presidente general da reserva), as forças armadas sempre estiveram presentes na política nacional. É raro, nos últimos 140 anos, ver um momento em que não estiveram no poder ou próximo do mesmo.

A reação negativa à imagem de Firmo fardada no “santinho” de Crivella se deve também a uma questão estratégica. As forças armadas apoiam a direita brasileira, especialmente a com viés fascista, porém, por uma estratégia no jogo de aparências, faz de tudo para se “camuflar”, especialmente neste momento, onde a crise capitalista se intensifica e a miséria cresce no país.

O “clube militar da terceira idade” que joga o xadrez político adota uma certa cautela, uma política de aproximações sucessivas. De passo-em-passo colocam os seus no poder, utilizando fantoches como Bolsonaro e Crivella como ponta-de-lança, enquanto, por baixo dos panos, fortalecem-se aumentando seus orçamentos e garantindo a lealdade dos setores mais baixos da hierarquia militar através de benefícios e exclusão nas reformas que esfolam vivos os trabalhadores.

Não se deve cair nesta encenação de quinta-categoria. Pelo contrário, é necessário, mais do que nunca, denunciar a presença dos militares na proximidade do poder. É hora de mobilizar a população para que estes parasitas, agentes do imperialismo e da burguesia, sejam removidos, junto com os demais golpistas do poder. Fora Bolsonaro e todos os golpistas!

Compartilhar no facebook
Compartilhe no seu Facebook!
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no reddit
Reddit
Compartilhar no facebook
Compartilhe
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Relacionadas