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richard nunes
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Da redação – O secretário da segurança no Rio de Janeiro, o general do exército  Richard Nunes, afirmou em entrevista para a UOL que a “Intervenção prenderá políticos ligados ao crime” e que “quase todos os estados da federação anseiam colocar as Forças Armadas na atividade da segurança pública” nessa semana. O general deixa claro que defender o “beneplácido de atividades ilícitos”, como ocupações urbanas “irregulares” e “transportes irregulares” são características dos políticos ameaçados a prisão.

“Em anos anteriores, milícias e facções criminosas do Rio tentaram ajudar candidatos simpatizantes e atrapalharam campanhas de rivais em favelas sob seu controle. Na entrevista, Nunes explicou como a intervenção vai trabalhar para coibir essas práticas. O secretário reiterou que manterá um gabinete de crise ativo no Centro Integrado de Comando e Controle durante todo o período eleitoral.” disse o general na entrevista. O combate às supostas “facções criminosas do Rio”, na verdade, visam reprimir qualquer organização popular de resistência ao Estado burguês. Isso fica ainda mais claro na resposta quando o jornalista questionou sobre sua posição relativa ao aumento do número de civis mortos pela polícia. Ele considera que o caso é de “legitima defesa”, ou seja, matar crianças em horário escolar seria uma forma de “autodefesa policial compreensível e indigna de questionamento por parte da sociedade”.

“Mas como vamos trabalhar? Nós temos uma coalizão estabelecida com o TRE (Tribunal Regional Eleitoral), nós temos um grupo de inteligência exatamente dedicado ao levantamento dessas possibilidades. Eu assinei com o presidente do TRE um ato conjunto multi-institucional exatamente para coibir o abuso de poder nas eleições e nós estamos com todos os nossos sensores voltados para isso. A intenção do TRE é agir proativamente, inclusive impedindo a diplomação de eventuais candidatos eleitos que a gente comprove a ligação com o crime organizado. Nós estamos trabalhando na direção certa: integrando inteligência.”, completa o general, indicando o aprofundamento do poder das Forças Armadas no Estado.

Todo esse método de trabalho tem sido testado no Rio de Janeiro para ser aplicado em todo o Brasil. A afirmação do general de que “praticamente todos os estados querem as Forças Armadas como agentes da segurança” indica indiscutivelmente essa posição de ampliação do controle militar sobre o solo nacional. Na prática uma intervenção militar nacionalmente.

É preciso lutar contra a ação das Forças Armadas na política, lutar contra a intervenção militar no Rio e sua ampliação para uma intervenção militar nacional. É preciso sair às ruas e lutar contra o golpe, pela Liberdade de Lula e por sua candidatura à presidência.

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