Não às ameaças de golpe
Os trabalhadores e suas organizações devem responder às ameaças de golpe e ditadura com um programa que contemple a luta pelo “Fora Bolsonaro” e por novas eleições gerais
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"Foto - Reprodução" - Militares exaltaram a ditadura no aniversário do golpe de 64 |

Na terça-feira, dia 31 de março, o País registra, com nojo, indignação e revolta, o quinquagésimo sexto aniversário do golpe de Estado de 1964, a quartelada organizada e financiada pelo imperialismo, em estreita articulação com os capitalistas e o grande empresariado nacional, apoiado por amplos setores da classe média fascistóide brasileira, que mergulhou o Brasil, por 21 anos, no arbítrio e na escuridão das perseguições, dos desaparecimentos, das prisões, das torturas, dos exílios, da censura e dos assassinatos.

Embora não haja movimentação nos quartéis no sentido de comemorações formais alusivas ao golpe, o alto comando das Forças Armadas, através do ministro da Defesa, o General Fernando Azevedo e Silva emitiu posicionamento em nota oficial como ‘Ordem do Dia”, afirmando, dentre outras colocações, que “o Movimento de 1964 é um marco para a democracia brasileira. Muito mais pelo que evitou” (Conversa Afiada, 31/03). Inicialmente, chama a atenção o cinismo da frase destacada como chamamento à nota (1964 é um marco para a democracia brasileira), na medida em que o “movimento de 64”, ao interromper a institucionalidade vigente, destituindo o governo democraticamente eleito (João Goulart) fazendo uso de tanques, fuzis e canhões, solapou a própria ideia de “democracia”, instituindo no País um regime sombrio de terror, perseguições e morte.

O conteúdo da “Ordem do Dia” dos militares dá a exata dimensão do momento em que estamos vivenciando sob a égide do governo golpista, onde tem assento na cadeira presidencial um ex-militar exaltador da ditadura, dos torturadores e dos crimes cometidos pelos generais fascistas, que ocupam hoje centenas de postos de comando na administração pública, inclusive com um quantitativo superior ao próprio período militar (1964-1984). Além da “Ordem do Dia” lida pelo general Azevedo, também o vice-presidente, general Hamilton Mourão se manifestou, publicando em sua conta em uma rede social, reiterando que “há 56 anos, as FA intervieram na política nacional para enfrentar a desordem, subversão e corrupção que abalavam as instituições e assustavam a população. Com a eleição do General Castello Branco, iniciaram-se as reformas que desenvolveram o Brasil” (Congresso em Foco, 31/03).

Portanto, embora no conteúdo das declarações os generais golpistas afirmem o compromisso das FFAA com o “regramento democrático”, as ameaças de golpe, fechamento e endurecimento do regime estão sempre presentes na pauta e nas opções dos militares, que em outras ocasiões (recentes, inclusive) subiram o tom das ameaças, como foi o caso do ex-comandante do Exército, o vetusto general Villas Bôas, contumaz difusor de ideias golpistas nas hostes militares, hoje na reserva, “assessorando” o Gabinete de Segurança Institucional (GSI), coordenado pelo não menos golpista general Augusto Heleno.

O fato é que a crise se desenvolve em ritmo acelerado, deixando expostas todas as contradições do regime burguês-golpista, crise potencializada pela epidemia do coronavírus, onde todas as projeções apontam para uma verdadeira tragédia nacional, com prognóstico de milhares, talvez milhões de mortos em todas as regiões do País. Está absolutamente claro que o regime não oferece qualquer mínima perspectiva de superação da atual etapa de crise através dos canais e instrumentos legais da institucionalidade. Daí o recrudescimento das vozes ameaçadoras originária dos quartéis e da caserna.

As palavras elogiosas e de exaltação à ditadura, ao “Movimento de 64”, por parte das três armas, se não representa uma ameaça imediata, deixa as portas abertas para uma intervenção militar, a depender da evolução da crise e do impasse do regime político em seu conjunto. A única maneira de se opor de forma consequente a       a toda esta situação e ao caos que se aproxima do País é a luta para que a classe trabalhadora e as massas populares intervenham na crise com um programa claro e métodos próprios de organização e luta. Nenhuma confiança nas instituições, nenhum crédito aos políticos burgueses, às articulações de bastidores com os elementos da burguesia. Exigir das organizações de luta dos trabalhadores a ruptura com política de colaboração de classes, centrista, reformista. Esta é a tarefa colocada para o momento.

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