Militar brasileiro no Comando Sul: um crime de lesa-pátria do governo pau-mandado de Bolsonaro

Alcides

O governo ilegítimo de Jair Bolsonaro, que é um capacho do imperialismo norte-americano, irá enviar um militar brasileiro para assumir um subcomando no Exército do Sul dos Estados Unidos. Será a primeira vez na História que um militar brasileiro passará a ser subordinado às Forças Armadas norte-americanas.

Nessa semana, o periódico Resumen Latinoamericano publicou um artigo de seu diretor, Carlos Aznárez, descrevendo quem é o militar escolhido para assumir o subcomando do Exército Sul norte-americano: o general  Alcides Valeriano de Faria Júnior.

Segundo o artigo, as negociações para que um militar brasileiro fosse enviado ao Exército norte-americano já vinham acontecendo desde o governo Temer. Nada diferente era esperado – afinal, Temer se tornou presidente do Brasil através de um golpe de Estado financiado sobretudo pelos capitalistas norte-americanos e, conforme denunciado pelo WikiLeaks, atuou como informante dos Estados Unidos. No entanto, com a vitória de Jair Bolsonaro e a eliminação de alguns setores mais resistentes à dominação imperialista sobre o país, as negociações se aceleraram.

O general Alcides Valeriano de Faria Júnior vinha atuando pela 5ª Brigada de Cavalaria Blindada de Ponta Grossa, no estado do Paraná – não por acaso, no mesmo estado em que foi criada a operação que levou o ex-presidente Lula para a cadeia. De acordo com Aznárez, Faria Júnior está totalmente alinhado com a política de Jair Bolsonaro: é um apoiador aberto do presidente golpista e do presidente norte-americano Donald Trump.

Em suas declarações, o general tem dito que sente orgulho da “missão” que lhe foi incumbida e que procurará servir ao máximo os interesses de seu país, mesmo estando subordinado a um Exército estrangeiro. No entanto, Faria Júnior está indo para o Comando Sul justamente para integrar as chamadas missões de “ajuda humanitária” – as mesmas que estão sendo utilizadas como pretexto para infiltrar agentes americanos na Venezuela e derrubar um governo apoiado largamente pela população. O próprio chefe do Comando Sul norte-americano, isto é, o futuro chefe de Faria Júnior, falou que “a ajuda humanitária entrará na Venezuela de qualquer maneira, e não haverá força capaz de impedir isso”.

A entrega de um militar brasileiro para servir diretamente aos interesses do imperialismo norte-americano é não só uma prova de que a extrema-direita brasileira não é nacionalista, mas sim um verdadeiro crime de lesa-pátria por parte do regime golpista. É necessário pôr abaixo imediatamente o regime político dominado pelas marionetes do imperialismo: fora Bolsonaro e todos os golpistas!