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Na madrugada do dia 21, militantes do PCO junto com militantes do Comitê de Luta contra o Golpe foram detidos pela estagiária da Polícia Militar, a Guarda Municipal, após colagens de cartazes contra a prisão de Lula no centro de Porto Alegre.

O grupo estava colando em uma parada de ônibus quando foram cercados de forma truculenta aos gritos e ameaças por quatro viaturas da Guarda Municipal. Os brucutus apreenderam os cartazes e todos os instrumentos usados nas colagens apesar de os companheiros terem colado os cartazes sobre outros cartazes, mostrando que a atitude da GM foi claramente política. Os companheiros foram levados em uma viatura até o Palácio da Polícia.

Um companheiro que estava em seu carro durante o cerceamento da GM resolveu gravar o ocorrido até que um brucutu da GM foi até ele para falar que não podia gravar, o companheiro retrucou dizendo que está em local público. Então, um GM pegou uma arma de choque, um taser, o que faz que o militante se assustasse e corresse. Os guardas foram atrás dele até que ele escorregou. O guardas aproveitaram o incidente e deram-no três tiros de arma de choque, chutaram fortemente as suas pernas e deram vários tapas no ouvido. O militante agredido teve o seu celular apreendido.

Dentro da viatura, os guardas apresentaram discurso direitista contra Lula, Dilma e o PT. Defendiam a prisão de Lula dizendo que o triplex é do Lula pois tinha uma gravação dele fazendo festa lá e falaram que Dilma tinha quebrado o país. Um discurso típico da Globo e do MBL.

Na delegacia, o militante agredido teve uma taquicardia e foi levado ao Hospital Pronto-Socorro (HPS) sem direito a tomar água e receber visitas.

Os companheiros foram indiciados por dano ao patrimônio e ao companheiro agredido foi acrescentado o indiciamento de crime de resistência à prisão. Foram liberados da delegacia após às 3 horas da manhã.

Como no caso do militantes do PCO que foram detidos em São Paulo, esse caso mostra o aprofundamento do regime político e do golpe de Estado que derrubou e um sinal do que pode acontecer caso Lula seja preso. Outra evidência é a politização da polícia e de sua estagiária, a Guarda Municipal que foi armada pelo tucano golpista, Nelson Marchezan, que foram bem agressivos em apreender os cartazes e agredir tanto psicologicamente e fisicamente os companheiros que estavam na atividade.

Os militantes que estavam colando cartazes contra a prisão de Lula estavam apenas expressando o seu direito de manifestação. Pseudo-leis como dano ao patrimônio público, lei da cidade limpa, etc. vão contra os direitos democráticos da população e devem ser combatidas incondicionalmente.

A população que quer combater a direita e os golpistas,que são contra a prisão de Lula, não deve ficar receosa por causa da repressão policial. Para derrotá-los, é necessário intensificar a mobilização enchendo as cidades do centro à periferia com cartazes, panfletos para mobilizar as massas contra os golpistas. Só assim que vamos derrotá-los.

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