Militantes do PCO em Cuiabá realizam atividade contra a intervenção imperialista na Venezuela

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Da redação – No último dia 8 de fevereiro (sexta-feira) foram convocados atos em todo o Brasil em solidariedade à Venezuela, ou seja, contra a intervenção do imperialismo norte-americano. O imperialismo tenta a todo custo derrubar o governo de Nicolás Maduro, que foi eleito pelo povo venezuelano mesmo com toda a sabotagem da direita. O Partido da Causa Operária (PCO) se somou a esses atos por considerar que se trata de questão da máxima importância para qualquer um que lute contra o golpe, que lute contra o governo do fascista Jair Bolsonaro (PSL).

O governo golpista e fascista de Bolsonaro foi um dos que se colocaram na dianteira da pressão contra o governo Maduro, demonstrando assim que é capacho de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos da América (EUA), que vem ameaçando continuamente a soberania nacional da Venezuela, até mesmo com ameaças de invasão militar. Acusam Maduro de ser um ditador, mas ninguém deve se iludir o suficiente para acreditar que os norte-americanos querem defender a democracia: o que eles querem é saquear mais um país pobre, especialmente porque esse país pobre tem as maiores reservas de petróleo do mundo.

Portanto, é preciso alertar que se o governo venezuelano for derrubado, configurará uma importante vitória também para o bolsonarismo no Brasil, contribuindo para o aprofundamento da ditadura que estamos vivendo em território brasileiro.

No entanto, em Mato Grosso (MT) ninguém havia convocado nenhuma atividade contra a intervenção imperialista na Venezuela. Diante disso, os militantes do PCO decidiram que não ficariam parados e convocariam eles mesmos a atividade, o que foi feito.  A atividade foi realizada na feira popular do bairro CPA III e foi um sucesso, o que pôde ser percebido pela receptividade dos transeuntes e feirantes que, em vários momentos pararam para conversar e entender melhor a situação da Venezuela e sua relação com o Brasil. Em alguns momentos, quando alguém tinha dificuldade de entender, amontoavam-se pessoas para ajudar a explicar, alguns inclusive dizendo: “Bolsonaro quer nos usar para atacar os venezuelanos”. Andando mais pela feira, houve pessoas que perguntaram se tratava-se de convocação para manifestação, demonstrando assim disposição da população para a luta.

Tal experiência demonstra, na prática, que é preciso superar o imobilismo e a inércia em que se encontra a esquerda, visto que esse imobilismo não está na população, que dá demonstrações claras de que está disposta a lutar.