Pelo fim da PM já!
Mais uma militante de esquerda é atacada por fascistas, é preciso organizar a defesa dos militantes e da população contra o massacre das forças de repressão.

Por: Redação do Diário Causa Operária

A militante do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), Taís Lane dos Santos, foi agredida por policiais militares na cidade de Rio Largo no domingo (31) após se revoltar e confrontar os policiais da patrulha chefiada pelo sargento Mauro Jorge Clemente, por quase ter sido atropelada pela condução perigosa da viatura da guarnição.

O ataque dos PMs, deixa claro como é urgente que a esquerda e os movimentos organizados da classe trabalhadora se organizem, criem meios e métodos de autodefesa para proteger seus militantes e a dar uma perspectiva de autodefesa para a população pobre também, refém da violência cotidiana das forças de repressão do Estado.

É fundamental também difundir a campanha “Pelo fim da PM” uma organização fascista que tem como único papel reprimir a classe trabalhadora brasileira que, inclusive no momento de maior crise da pandemia e econômica com o desemprego em massa, está aumentando a violência na repressão contra a população pobre, a qual tem como alvo especial os jovens negros, mulheres e LTBTQs.

Leia abaixo a nota do PSOL de Alagoas sobre o ocorrido:

NOTA DO PSOL ALAGOAS SOBRE A VIOLÊNCIA SOFRIDA POR SUA MILITANTE E DIRIGENTE TAÍS LANE DOS SANTOS
Ontem, no dia 31 de janeiro, a companheira do Diretório Municipal do PSOL Maceió, ex-candidata a vereadora pelo mandato coletivo Bancada da Periferia e militante do MTST, Taís Lane dos Santos foi covardemente agredida na cidade de Rio Largo. Taís, após quase ter sido atropelada pelo Sargento Mauro Jorge Clemente, foi covardemente agredida com xingamentos, ameaças e socos, pelo simples fato de ser mulher e de ter ousado confrontá-lo acerca do seu comportamento agressivo na condução do veículo. A nossa companheira, além de ter sofrido violência física e verbal, ainda teve seus direitos violados pela má condução da polícia militar e civil do Estado de Alagoas, na tentativa de proteger o acusado. Taís foi impedida de registrar o BO na cidade de Rio Largo, tendo em vista que foi conduzida pelos policiais (subordinados do SARGENTO Mauro Jorge Clemente), para a delegacia de Maceió, e em nenhum momento teve seu depoimento registrado. Na delegacia de flagrantes, na edição do B.O. apenas o SARGENTO foi ouvido e Taís e sua cunhada, testemunha ocular do fato, foram liberadas sem a oportunidade de registrar depoimento, o que só revela o caráter protecionista da corporação com relação ao delito cometido pelo referido sargento. O PSOL em Alagoas tem vivido uma escalada de violência com ameaça de morte a nossa dirigente do Partido e da Direção Nacional da Setorial de Mulheres do PSOL, Eliane Silva, que já recebeu ameaças de morte por conta de seu enfrentamento contra as desigualdades sociais; e do nosso candidato a vice-prefeito em Maceió e dirigente municipal, Igor Silva, que a menos de duas semanas, em uma invasão da polícia à Ocupação Tereza de Benguela, foi agredido fisicamente. O PSOL e as Mulheres do PSOL Alagoas se solidarizam com a companheira Taís Lane, e repudia toda e qualquer ação truculenta e que ameace a vida das trabalhadoras e dos trabalhadores, principalmente vinda do Estado. Não nos calaremos diante das injustiças e exigimos explicações do Estado sobre a violência sofrida por nossas companheiras e nossos companheiros de luta!
Maceió, 01 de fevereiro de 2021
MARCELA CARNAÚBA PIMENTEL
Presidenta do Diretório Estadual do PSOL Alagoas
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