Militante do MST sofre atentado em São Paulo

mst can can

Desde que Bolsonaro e governadores de extrema direita assumiram, inúmeros atentados contra os sem terra, indígenas e quilombolas ocorreram.

Exemplo dessa situação, ocorreu no último dia 20/05, em que o fascista Divino Salvador Gomes, conhecido como Nenê Gomes, pai do prefeito de Riversul-SP (José Guilherme Gomes, do PDT), tentou por duas vezes atirar contra um trabalhador sem terra, integrante do assentamento emergencial 8 de março.

A arma falhou e os tiros não foram efetuados, porém a intenção de matar foi clara. Nenê já havia feito várias ameaças diretas contra os trabalhadores sem terra do local.

Segundo matéria do MST:

“O pai do prefeito é um invasor irregular da área pública Fazenda Can Can, que está em disputa judicial há onze anos.

A área em litígio está hoje na posse das famílias através de decisão judicial – um agravo de instrumento, no qual o Tribunal de Justiça de SP mantém as famílias na área até que seja julgado o processo de reintegração de posse que o ITESP (Instituto de Terras do Estado de São Paulo) move contras os invasores irregulares, entre eles, Nenê Gomes.

No momento há muita tensão na área, já que o agressor prometeu voltar ao local. Exigimos que o governador João Dória, o Secretário de Segurança Pública, o Secretário de Justiça e o ITESP, tomem providências contra essa tentativa de assassinato.

A morosidade extrema do estado em cumprir a lei, o incentivo ao armamento de ruralistas e as recentes declarações de incitação à violência por parte do governo estadual e federal, incendeiam o campo brasileiro e aumentam os conflitos.

Repudiamos tal postura irresponsável por parte dos chefes do executivo, os quais declararam subordinação dos seus respectivos governos à Constituição, e nela a vida está acima da propriedade privada, e não o contrário.
Pedimos solidariedade de entidades e defensores da Reforma Agrária que entrem em contato com as autoridades competentes, exigindo providências.”

É preciso se solidarizar integralmente com os companheiros do MST e com os trabalhadores do movimento sem terra em geral e ir além da política inócua de exigir que os governantes burgueses combatam os fascistas, por eles apoiados. É preciso defender o armamento dos trabalhadores do campo e da cidade, sobretudo dos sem terras, que vem sendo alvo prioritário da extrema direita. Pelo direito ao armamento amplo e irrestrito de todos os trabalhadores.