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Golpistas ameaçam militante
Militante do MAB sofre com ameaças de morte em Rondônia
É urgente que militantes em geral se organizem para fazer sua própria segurança, pois esse direitistas que ameaçam dessa forma tem carta branca do governo golpista para atacar.
MAB13032012
Golpistas ameaçam militante
Militante do MAB sofre com ameaças de morte em Rondônia
É urgente que militantes em geral se organizem para fazer sua própria segurança, pois esse direitistas que ameaçam dessa forma tem carta branca do governo golpista para atacar.
Manifestação organizada pelo MAB em 2012. Foto: Elza Fiúza/Agência Brasil
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Manifestação organizada pelo MAB em 2012. Foto: Elza Fiúza/Agência Brasil

A segurança de quem vai contra o governo dos golpistas é sempre algo incerto. Desde que o presidente fascista Jair Bolsonaro assumiu o poder, diversos militantes de diversos movimentos vêm sofrendo ameaças por parte dos direitistas, esse é caso de Ana Flávia do Nascimento, uma militante do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), de Rondônia. A militante conta que sua rotina precisou ser mudada após começar a receber ameaças contra sua vida. Segundo Ana Flávia, essas ameaças não são de agora, elas começaram lá em 2016, quando estava participando de uma campanha contra a ampliação do reservatório da Usina de Santo Antônio, pois essa obra iria prejudicar mais ainda a vida dos trabalhadores que moravam na região de Jaci Paraná, em Porto Velho.

Apesar dos protestos, os interessados na ampliação da Usina conseguiram formular um acordo expresso num convênio com os moradores locais, contudo, os moradores ainda queriam participar das decisões sobre o que seria feito com o valor recebido pelo convênio, de 30 milhões de reais. Nesse contexto, Ana Flávia começou a chamar a atenção dos direitistas e dos latifundiários do local, ao representar a comunidade nas audiências, segundo ela: “A cada ano que fazíamos movimentos para garantir esses direitos, aumentavam as ameaças e perseguições”.

As ameaças não pararam por aí e começaram a se tornar mais graves, com ela mesma afirma: “Já entraram na minha residência por várias vezes. Algumas vezes, sem subtrair objetos. Deixaram uma faca em cima da minha cama, uma enxada, preservativo masculino… já fui vítima de perseguições por carro, recebi mensagem no WhatsApp, motos e carros ficam rondando minha casa e meu trabalho”. Segundo a coordenação do MAB, pelo menos por duas vezes uma caminhonete tentou derrubar a militante da moto em que estava: “Um dia ela foi em uma cidade próxima e, de noite, cercaram a casa dela. Algumas pessoas de moto, outras de carro… eles chamaram a polícia, que chegou lá e o pessoal dispersou. Não identificaram ninguém”.

Mas não foi só Ana Flávia que sofreu graves ameaças por parte da burguesia local, dos direitistas e fascistas que apoiam governos do tipo Jair Bolsonaro, que objetiva massacrar os trabalhadores, os familiares dela também já chegaram a ser perseguidos nas ruas e filmados. Mesmo dentro do trabalho, a militante se sente ameaçada. Na tentativa de fugir das ameaças, ela e os colegas de trabalho chegaram a trancar o local em que trabalham durante a noite, que é numa Unidade Básica de Saúde. Mesmo assim, em julho desse ano, uma das chaves do local sumiu, além de já terem visto um mesmo carro rondar o local algumas vezes.

Ana Flávia nunca deixou de denunciar que, a cada ano que passa, a situação dos moradores locais vai piorando drasticamente: “Começamos a sentir o impacto inicial após início das obras. Em 2014, a enchente afetou vários moradores dentro da comunidade. Eu sempre estive na luta, buscando que todos fossem reconhecidos e que tivessem seus direitos garantidos”. A militante precisou mudar de casa, onde acabou tendo que instalar câmeras de segurança e entrou em um programa de proteção de defensores dos direitos humanos.

“Os ameaçadores são cada vez mais ousados e a gente fica cada vez mais preocupado com a segurança dela. Se ela simplesmente se afastar da militância, quem está ameaçando vai alcançar o seu objetivo. Ela não pode se omitir diante de uma ameaça. Eu mantenho contato com ela e ela está tensa”, afirmou a militante. Enquanto o governo dos golpistas estiver dominando o País, esse tipo de ameaça vai continuar e só tende a piorar. Os militantes desses movimentos sociais, partidos políticos, etc., precisam urgentemente se organizar em grupos de autodefesa para que eles mesmos possam fazer sua segurança, que não está garantida, de forma alguma, pelo Estado.