Milicianos acusados de serem responsáveis por desabamento de prédios no RJ foram condecorados por Bolsonaro

cms-image-000618338

A Policia Civil do Rio de Janeiro deu início nesta quinta-feira, 2 de maio, a uma operação contra milicianos que atuam na Zona Oeste do Rio de Janeiro. O objetivo da operação é investigar o envolvimento dos milicianos com a construção de dois prédios que desabaram na comunidade da Muzema, na manhã do último dia 12 de abril, deixando 24 pessoas mortas.

Dentre os investigados estão, Ronald Paulo Alves Pereira, preso no início do ano, e Adriano Magalhães da Nóbrega, ambos apontados como líderes de uma milícia que atua naquela capital, o “Escritório do Crime”. O grupo é apontado também como o responsável pela morte da vereadora carioca Marielle Franco.

Tanto Ronald Paulo Alves, quanto Adriano Magalhães foram homenageados pelo filho de Bolsonaro, Flávio Bolsonaro, na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. A mãe de Adriano Magalhães chegou a trabalhar no gabinete de Flávio Bolsonaro.

Tais fatos reforçam os indícios de relação direta de Bolsonaro e sua família com os grupos de milicianos cariocas. A relação entre Bolsonaro e as milícias é também um flanco aberto para que outros setores da burguesia, que neste momento estão em conflito com a ala bolsonarista, possam se utilizar para chantagear e tentar controlar o governo.

Nesse sentido, é necessário impulsionar a mobilização popular. Os trabalhadores devem intervir na crise estabelecida entre os golpistas. É necessário levantar a palavra-de-ordem de Fora Bolsonaro e todos os golpistas, bem como todas as reivindicações democráticas das classes oprimidas.