Milicia também são os PMs.
As milicias grupos armados compostos por agentes do Estado, que surge com o discurso que veio para se contrapor ao tráfico.
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
a41mhs5igzp0rz67eme0mo32y
Grupos de milicianos | Foto: Reprodução

Uma guerra intensa que dura mais de uma década na cidade do Rio de Janeiro, denuncia a fragilidade e a impotência dos órgãos de segurança do Estado. De um lado os traficantes e de outro a milícia, e no meio dessa a guerra a população pobre e trabalhadora.

O bairro da Praça Seca na zona oeste da cidade, zona oeste que é  formosa entre a população da cidade do Rio de Janeiro por ser o principal palco dos confrontos entre as milícias e os traficantes. Nessa localização da cidade e também da baixada fluminense os milicianos sempre tiveram muita força, diferente de outras localidades como a zona norte e sul onde o poder dos traficantes e mais forte.

Traficantes de quatro favelas do Rio dominadas pela maior facção do estado, escondidos na Floresta da Tijuca com fuzis e trajes ghillie — roupa camuflada. Do outro, milicianos equipados com drones usados para tentar observar a movimentação dos rivais na mata em meio à escuridão. No meio desta guerra pelo controle da Praça Seca, na Zona Oeste, que Tem como principal via a Rua Cândido Benício, importante ligação entre Madureira e os demais bairros de Jacarepaguá. Faz limite com os bairros de Vila Valqueire, Campinho, Cascadura, Quintino Bocaiúva Tanque. A Praça Seca tem  quase 70 mil moradores reféns da violência.

Investigações da Polícia Civil e da PM que apuram andamento contra as duas quadrilhas revelam os bastidores da maior e mais longeva guerra entre tráfico e milícia no Rio: a Praça Seca já é disputada pelos rivais há uma década. Desde o início de julho, no entanto, os confrontos se acirraram. Foram três tentativas de invasão pelos traficantes, que resultaram em pelo menos cinco mortes.

Desde 2017, a milícia dá as cartas em todas as favelas da região. De lá para cá, o bando chefiado por Edmilson Gomes Menezes, o Macaquinho, e Horácio Souza Carvalho invadiu a Chacrinha, a Covanca e o Jordão, favelas próximas que ainda eram dominadas por traficantes e milícias rivais, e formaram um cinturão que vai do bairro de Campinho, na Zona Norte, até o Tanque, na Zona Oeste. Em toda essa área, moradores, comerciantes, mototaxistas e empresários pagam taxas que vão de R$ 30 a R$ 200 mensais.

A maior facção do Rio, entretanto, quer retomar o controle da região. Segundo a Polícia Civil, quatro chefões formaram um consórcio de homens e armas e estão por trás dos ataques.

As milícias são grupos paramilitares compostos na sua maioria por agentes do Estado (Policias militares, Bombeiros e Guardas Municipais). Tem sua origem No final dos anos 1960, as milícias surgiram como grupos de extermínio compostos por Policiais Militares e outros agentes de segurança que atuavam como m atadores de aluguel.

Sociólogo e ex-pró-reitor de Extensão da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), José Cláudio estuda as milícias há 26 anos. Segundo o sociólogo as milícias “São formadas pelos próprios agentes do Estado. É um matador, é um miliciano que é deputado, que é vereador. É um miliciano que é Secretário de Meio Ambiente. Sem essa conexão direta com a estrutura do Estado não haveria milícia na atuação que ela tem hoje,”

Ele continua “É comum familiares de milicianos serem empregados em gabinetes de deputados e vereadores. “Isso é muito comum. Esse vínculo lhe dá poder naquela comunidade. Ele vai ser chamado agora na comunidade: ‘Olha é o cara que tem um poder junto lá ao Deputado, qualquer coisa a gente resolve, fala com ele, que ele fala com a mãe e com a esposa e elas falam diretamente com o Flávio e isso é resolvido”.Nessa entrevista, ele explica a origem desses grupos e suas ligações com a política: “Cinco décadas de grupo de extermínio resultaram em 70% de votação em Bolsonaro na Baixada”.

A Família Bolsonaro na cidade do Rio de Janeiro sempre fez parte do baixo clero, ou seja, não estava nas manobras nas ardilezas da alta roda da nata da corrupção, isto é, das estatais das relações com empreiteiras, sempre foram menores na complexa rede de interesses do Estado. Rachadinhas, venda de gatos das TVs a cabo, venda de proteção para pequenos comerciantes e etc.

As políticas de segurança do Estado são pirotecnias que não dão resultado algum para a população que sempre está refém do trafico ou do poder paralelo do Estado às milícias, ambas oprimem e extorquem os moradores pobres das favelas e do subúrbio com conivência do Estado. Só o um governo dos Trabalhadores da Cidade e do Campo que dissolva a policia Militar e construção condições para a criação de milícias populares, em outras palavras, uma policia do povo e para povo pode dar fim nesta situação de violência.

Compartilhar no facebook
Compartilhe no seu Facebook!
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no reddit
Reddit
Compartilhar no facebook
Compartilhe
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Relacionadas