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NFAC, nos EUA defende a constituição de um Estado exclusivamente para negros
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2020.07.29 Milícia negra marcha mais uma vez nos EUA
Milícia negra intitulada NFAC (Not fucking around coalition). | Foto por: reprodução.

A explosão da revolta contra o racismo após o assassinato do negro norte americano George Floyd em Minnesota, nos Estados Unidos em 25 de maio de 2020 tem provocada a mobilização continua no coração do principal país imperialista do mundo.

Um dos pontos nevrálgicos da questão racial nos Estados Unidos é justamente a violência policial, que constantemente realiza operações como a que provocou a morte de George Floyd. A existência de uma elevada população carcerária, formada por pobres, negros e latinos, também é indicador revelador da opressão e violência que a população está submetida.

O aumento da violência policial tem suscitado um amplo movimento contra as mortes dos negros, o “Black Lives Matter” (“vidas negras importam”) que realizam manifestações em praticamente todo território dos EUA, e mesmo em outros países.

Como parte da luta dos negros contra a violência tem proliferado organizações de auto defesa, que são não somente necessárias como crucias para efetivamente defender a vida da população ameaça pela força policial do Estado repressivo nos EUA. Inclusive é um direito elementar o direito a se armar e defender a sua própria vida, algo que está inclusive presente na lei em alguns estados da federação dos Estados Unidos.

Um dos mais ruidosas o agrupamento Not Fucking Around Coalition (NFAC), uma milícia negra armada,  que no último dia 4 de julho desfilou na Geórgia. A presença de negros armados e mascarados teve uma grande repercussão, e evidenciou que o caminho é auto-organização armada contra os agressores estatais e paraestatais.

Entretanto, o NFAC tem apresentando uma posição equivocada sobre qual a alternativa a opressão racial nos EUA. O grupo tem defendido a separação de negros e brancos, com a criação de uma nação para a população negra norte americana, uma “ Wakanda”, em referência ao país fictício do personagem Pantera Negra, da Marvel.

O fundador e líder da NFAC, Grande Mestre Jay (nome verdadeiro John Fitzgerald Johnson) afirmou que os negros podem ser considerados prisioneiros políticos do governo norte americano, e que seria preciso uma nação independente.

“Quero que declarem todo negro descendente do tráfico de escravos português um prisioneiro político dos Estados Unidos. E para sancionar os Estados Unidos a fazer uma de duas coisas. A primeira é nos dar nossa própria terra aqui, para que possamos entrar, estabelecer nosso próprio governo e todos os nove metros.

 

“We are here to protect the black community, as that’s who is under attack. Nobody is protecting black children, men and women in America. What necessitated the creation of NFAC was the need to address a rising tide of police brutality, of racial brutality, of unfairness in the judicial system,” (www.rt.com/usa/nfac-black-militia-blm)

 

Evidentemente que as denúncias proferidas pela NFAC não são exageradas, como a imprensa capitalista procurou apresentar, sendo que a constituição de uma milícia armada dos negros também é um direito, sendo uma necessidade concreta. Acontece que a proposta de separação dos negros não é uma proposta correta, pois um país só de negros que não vai resolver o problema dos negros dos EUA, nem de nenhum lugar do mundo. Um país só de negros já existem vários, mas a opressão permanece. A opressão do negro é uma das formas de opressão da sociedade capitalista, somente derrotando a burguesia numa revolução, pelo governo operário e pelo socialismo a opressão dos negros, das mulheres, dos LGBT será resolvido.

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