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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin decidiu na última sexta-feira negar, mais uma vez, habeas corpus da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para evitar a sua prisão após um julgamento ainda em segunda instância, como prevê a Constituição. O mesmo ministro foi quem enviou para a Justiça Federal do Distrito Federal a denúncia oferecida pela Procuradoria-Geral da República acusando o PT, os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, os ex-ministros da Fazenda Antônio Palocci Filho e Guido Mantega e ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto de organização criminosa.

A ameaça de prisão de Lula e a caça ao PT significam um grande ataque contra a classe operária. É um ataque maior que o golpe contra Dilma. No entanto, durante a campanha para derrubar Dilma, ao contrário de hoje, a população pobre foi colocada numa posição defensiva. Os trabalhadores, levados pela confusão das suas direções, colocaram suas esperanças em uma impossível vitória por meio das instituições. A derrota causou uma paralisia enorme, visto que a solução apresentada para impedir o golpe era única e exclusivamente parlamentar.

O perseguição a Lula já não seguiu esse marasmo. Durante o julgamento em primeira instância aconteceram dois enormes atos públicos com o objetivo claro de impedir a sua prisão preventiva. Embora os trabalhadores acreditassem ainda em uma solução através das instituições, já se criava uma ideia de que esta solução não viria sem pressão das ruas.

A derrota em segunda instância não foi vista com desespero, mas com ódio. A ameaça levou à criação de centenas de comitês de luta contra o golpe pelo Brasil. No mesmo dia, em São Paulo, os trabalhadores desobedeceram as ordens da Polícia Militar e do governador golpista Geraldo Alckmin não ocupar a Avenida Paulista.

A popularidade de Lula cresceu, o ódio das massas contra o regime e os tribunais apenas aumentou. A população está percebendo que, se Lula for preso, isso abrirá caminho para os golpistas e o imperialismo promoverem uma verdadeira devastação dos direitos dos trabalhadores. É a reação popular que coloca impediu até agora a prisão.

Um outro aspecto importante é que isso ocorre em um ano de eleições presidenciais. A candidatura de Lula divide o Brasil entre os políticos golpistas, de um lado, e os trabalhadores organizados, de outro. Lula polariza a situação. A burguesia preferiria que a situação política se unificasse, ou seja, que a vontade dos golpistas fosse imposta sobre todo o povo.

A imprensa capitalista já revelou o plano da Polícia Federal para prisão. Ela deve acontecer no próximo dia 26 de março e envolver 350 agentes da PF com o apoio da Polícia Militar e aviões.  Mesmo dando a prisão como certa, a burguesia teme as reações negativas. A imprensa pressiona para que o ex-presidente não seja algemado e não haja camburão, para evitar uma repercussão contra a operação. A figura do ex-presidente é um fator de desestabilização do regime golpista devido sua popularidade pois, na medida em que se aprofunda o golpe e suas consequências contra o povo, aumenta a autoridade de Lula diante das massas populares.

A reação à prisão pode gerar uma rebelião popular, o que inviabilizaria o desenvolvimento do programa do golpe, mas os golpistas devem ir até o fim, abrindo caminho para ataques cada vez mais profundos aos trabalhadores brasileiros e a esquerda nacional. Daí a necessidade de uma grande mobilização dos trabalhadores e da juventude e das suas organizações.

Lutar contra a prisão de Lula é um imperativo a todas as forças que defendem os direitos democráticos e os trabalhadores do país. A questão Lula é também um divisor na luta a de classe, na medida que a maioria dos trabalhadores acreditam que, se Lula voltar à presidência, ele irá parar os ataques aos nossos direitos. A partir desse sentimento popular a favor de Lula e contra o golpe de Estado, a luta dos trabalhadores tem na resistência contra a prisão um momento decisivo.

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