Milhares de comitês em defesa de Lula e contra o golpe

Nos últimos dias, multiplicaram-se em todo o País os Comitês de Luta Contra o Golpe. Sob as mais diversas denominações e características estão sendo criados comitês populares, comitês de defesa da democracia e da candidatura de Lula, comitês de Luta contra o golpe etc. que materializam uma importante iniciativa de organização de ativistas da esquerda que lutou e quer continuar lutando contra o golpe. Particularmente neste momento em que a direita golpista prepara a condenação e cassação dos direitos políticos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Milhares de comitês em defesa de Lula e contra o golpe
Cartaz e chamado do PCO de outubro de 2016

Impulsionados pelos chamados recentes da II Conferência Nacional da Frente Brasil Popular, da I Plenária Nacional dos Comitês de Luta Contra o Golpe, Milhares de comitês em defesa de Lula e contra o golpe 2do Diretório Nacional do PT
e da campanha realizada há muito pelo Partido da Causa Operária, foram criados nestes primeiros dias de janeiro mais de mil novo comitês.

Segundo dados divulgados pelo PT, em um dia, 13 de janeiro, convocado pelo partido como um dia de mobilização, foram criados mais de 500 comitês. Apenas na cidade de São Paulo já seriam mais de 200 comitês.

Independentemente do impulso dado por esse ou aquele partido de esquerda, os comitês são uma peça decisiva no sentido de unificar e mobilizar milhares de ativistas em torno da luta contra o golpe neste momento, em torno da organização de atos e eventos contra a condenação e prisão de Lula. Adiante, estes podem e devem ser canais importantes no sentido de uma mobilização geral contra o golpe e a ofensiva da direita que não cessará no dia 24 – com o julgamento do recurso contra a condenação da maior liderança popular do País – mas que, pelo contrário, tende a se intensificar. Inclusive, colocando em xeque as ilusões eleitorais de amplos setores da esquerda que ainda acreditam que a direita golpista, à serviço do imperialismo, vai realizar um julgamento “justo” e permitir – sem uma luta acirrada, uma verdadeira guerra – que se realizem eleições minimamente democráticas em que a esquerda possa ser vitoriosa.

Os golpistas buscam, com a condenação de Lula e com as ameaças de golpe militar, criar condições para entrar em uma nova etapa do golpe de estado inaugurado com o impeachment fraudulento da ex-presidenta Dilma Rousseff. Não têm apoio popular, não têm voto; precisam aprofundar a ditadura estabelecida com o regime golpista para manter e aprofundar os ataques contra o povo brasileiro e a economia nacional.

É hora de multiplicar os comitês e intensificar a sua atividade, realizando a aglutinação dos mais amplos setores que querem lutar contra o golpe em torno dessas organizações de base. Que eles tenham um caráter ativo, mobilizador, superando a paralisia e a confusão que dominaram a esquerda após o golpe de Estado.

A mobilização para Porto Alegre e – secundariamente – em todo o País Milhares de comitês em defesa de Lula e contra o golpe 1 nos próximos dias 23 e 24, diante do julgamento fraudulento de Lula, deve ser um “batismo” na luta destes comitês que devem ser o centro da mobilização de centenas de milhares de pessoas em todo o País para ocupar a capital gaúcha e as ruas de todas capitais para se impor, pelos meios necessários, contra o golpe.

Os comitês e sua mobilização nas ruas, junto com a Frente Brasil Popular, a CUT, MST, partidos de luta contra o golpe como o PT e o PCO e demais organizações de luta contra o golpe serão decisivos na luta dos próximos dias e do próximo período para impedir a condenação de Lula, revogar as “reformas” dos golpistas, derrotar o golpe, anular o impeachment e abrir caminho para uma vitória dos trabalhadores contra a direita golpista e pró-imperialista em todos os terrenos.