Milagre tucano: chefe da Casa Civil de Bruno Covas ficou 23 vezes mais rico em seis anos

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Por determinação da juíza da 14.ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo, Alessandra Barrea Laranjeiras, o sigilo bancário e fiscal de Eduardo Tuma (PSDB) foi quebrado após seus bens terem milagrosamente saltado de R$ 89 mil para R$ 2 milhões em 4 anos. De acordo com o Ministério Público, o patrimônio de Tuma, investigado por enriquecimento ilícito, foi multiplicado 23 vezes no período entre 2012 e 2016.

O tucano milagroso, chefe da Casa Civil do governo Bruno Covas (PSDB), afirmou que o empréstimo de R$ 1,3 milhão teria sido contraído do próprio pai. Segundo esclarecimentos prestados no Ministério Público Estadual, o tucano diz ter recebido dois empréstimos do pai: o primeiro no valor de R$ 920 mil antes de 2012, cuja finalidade foi a compra de um apartamento; e o segundo, cujo destino não foi especificado, no valor de R$ 440 mil em 2013. Eduardo Tuma é secretário da Casa Civil e filho de Renato Tuma, que em 1998, foi chefe da pasta de Administração na gestão do prefeito Celso Pitta.

As falcatruas não param por aqui. De acordo com as investigações em andamento, Eduardo Tuma (O milagroso/PSDB) ainda afirmou ter usado nas eleições de 2016, R$ 673 mil do próprio bolso para sua campanha. Considerando o salário de R$ 12 mil como vereador, em quatro anos ele teria ganhado R$ 576 mil, ou seja, praticamente R$ 100 mil a mais do que o utilizado pelo tucano. Por conseguinte, a juíza responsável pelo processo, considera que o investigado reforça a suspeita de cometimento do ato de improbidade administrativa, ao recusar-se a apresentar a sua declaração de bens. Com isso, atende ao motivo do pedido de quebra de sigilo. Contudo, ainda segundo ela, visto que não há nos autos, informação de que o Ministério Público tenha solicitado, no bojo do inquérito civil instaurado, as declarações de renda do investigado, deve-se oportunizar, primeiramente, ao investigado, que apresente espontaneamente as declarações, sem que haja a intervenção do Poder Judiciário, neste primeiro momento.

Diante de todo o ocorrido, fica exposto então, que os paladinos da luta contra a corrupção têm cobertura da imprensa e da justiça para roubar, enquanto o PT é perseguido politicamente.