Mike Pence repreende Guaidó, a marionete do imperialismo, por fracasso em apoio das forças armadas

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Caracas, AVN* – O vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, repreendeu o presidente da Assembleia Nacional (AN) em desacato, Juan Guaidó por seus fracassos, entre eles, não ter obtido apoio da Força Armada Nacional Bolivariana (Fanb).

A revelação foi feita pelo portal de notícias “La Política Online”, que destacou que a crítica foi feita durante a cúpula do autodenominado Grupo de Lima, realizada nesta segunda-feira, em Bogotá.

Segundo esta web, “Pence traçou para o presidente “encarregado” Juan Guaidó, um duro diagnóstico de tudo o que estava falhando na ofensiva contra o regime chavista. A maior reclamação foi pela continuidade da adesão das forças armadas” a Maduro.

O executor do golpe de Estado na Venezuela, Juan Guaidó, de acordo com esta fonte, havia prometido ao governo dos Estados Unidos que se a maioria dos líderes mundiais o reconhecessem como suposto presidente da Venezuela, pelo menos metade dos oficiais desertariam, fato que não aconteceu.

O integrante do partido de extrema-direita Vontade Popular também não conseguiu o apoio de 50% dos 194 países que formam parte da Organização das Nações Unidas (ONU).

Na capital colombiana, funcionários dos EUA também questionaram Guaidó, pois o deputado do Parlamento em desacato, disse no começo da ofensiva contra Maduro, que a base social do líder socialista estava desintegrada”, uma afirmação que também não resultou correta.

Na reunião também houve “censuras compartilhadas pela atitude pouco comprometida dos milionários venezuelanos que vivem no exterior. Esperava-se uma contribuição mais decidida de dinheiro para financiar a passagem de policiais, militares e políticos à esfera de Guaidó. Até agora não ocorreu”.

Diante destes fatos, a publicação aponta que os centros importantes de decisão da “comunidade internacional” começaram a alertar que a oposição venezuelana “poderia perder o momento” que supostamente ganhou com o surgimento de Guaidó.

O fracasso da “ajuda humanitária”

Entre os fracassos de Guaidó e dos EUA também estão o fato de não ter conseguido entrar com a suposta “ajuda humanitária” à Venezuela no dia 23 de fevereiro, como tanto anunciaram, e que somente visava gerar uma intervenção militar estrangeira no país, segundo denúncias do governo venezuelano.

Depois deste fracasso, Guaidó disse que os acontecimentos desse dia “me obrigam a tomar uma decisão: propor à comunidade internacional de maneira formal que devemos ter abertas todas as opções para conseguir a liberação desta pátria”, citaram diversos meios de comunicação.

Tal proposta foi rechaçada pelo próprio Grupo de Lima, que em comunicado divulgado nesse dia insistiu nos ataques contra o governo constitucional e em derrubar o chefe de Estado, Nicolás Maduro, mas “sem o uso da força”.

O portal “La Política Online” destacou que Guaidó teria apostado que Pence anunciaria o uso da força para derrubar Maduro, mas o vice-presidente estadunidense “esfriou essas expectativas”.

Na conversa entre os dois também se abordou o tema da segurança do autoproclamado presidente encarregado, que violou a proibição de sair do país, decretada pelo Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela (TSJ).

Diante disto, a reportagem afirma que uma das ideias “é ver que tão factível era conseguir que o autodenominado presidente “encarregado” assegurasse o controle de uma parte do território da Venezuela, onde os militares locais garantam a segurança e o reconheçam como máxima autoridade”.

Em outras palavras, tentar fragmentar a Venezuela como os Estados Unidos já fizeram na Líbia e Síria.

* Os artigos reproduzidos não expressam necessariamente a posição do Diário Causa Operária e do Partido da Causa Operária.