Imperialismo “democrático”
Documentos vazados por hackers mostram que o governo britânico financiou vários meios de propaganda para atuarem contra o governo da Rússia

Por: Redação do Diário Causa Operária

Foi divulgado por hackers, por via de documentos internos da Foreign,Commonwealth and development Office (FCDO), esquemas da agência de inteligência britânica SIS (Secret Intelligence Service), conhecida como MI-6 (Military Intelligence, Section 6) de promover vários ataques clandestinos online e offline, se utilizando sistemas de propaganda através de um impulso multimilionário contra a Rússia para influenciar várias pessoas à se oporem ao Kremlin.

Os documentos divulgados foram hackeados pelo grupo Anonymous e revelaram um forte esquema criado para causar uma influência anti-russa. O jornalista investigativo Kit Klarenberg relatou a existência deste plano na agência de notícias RT. O plano expõe detalhes amplos sobre a tentativa do Whitehall de isolar e demonizar o governo russo, nacional e internacionalmente, principalmente nos países de língua russa.

De acordo com estas informações, o governo britânico tem procurado empreiteiros para se infiltrar secretamente na mídia e na sociedade civil em vários níveis, tudo isso sob o pretexto de “melhorar a educação, promover a cultura, garantir equidade, etc.”, esses e outros motivos esfarrapados foram dados para influenciar diretamente na política interna da Rússia, como bons imperialistas que são os ingleses.

Todo esse ataque ao governo russo foi feito principalmente através das chamadas mídias independentes (as que são totalmente subservientes aos interesses dos imperialistas), conforme foi revelado por um dos contratantes, a Zinc Network.

A agência Zinc Network, como uma boa empresa ligada aos interesses imperialistas, utiliza dos mesmos argumentos dos grandes capitalistas e do mesmo método de “defender a democracia”, fazendo um esquema de mentiras e de interferência direta na sociedade civil e na política russa, isso não somente no território russo, mas também nos Bálcãs e na Ucrânia à partir de um sistema de propagandas nos grandes canais e até mesmo pela HBO, como propôs a Foreign Commonwealth and development Office.

 “Meninas na HBO e esse tipo de coisa, mas na Ucrânia”propôs a empreiteira contratada pelos ingleses. A ideia da empreiteira era financiar uma série voltada para o público feminino que contivesse propagandas contra o kremlin, se utilizando do canal de televisão HBO, revelando a profundidade da manipulação e o nível altíssimo do financiamento que a Inglaterra coloca nos esquemas de propaganda, tendo em vista que a HBO é um dos maiores canais de televisão.

Ou seja, várias pessoas poderiam, assistido essa programação, sequer notar que estariam vendo um programa criado com o interesse de exaltar políticas anti-russas e pró imperialistas, podendo impactar suas opiniões e comportamento com as baboseiras dos imperialistas ingleses.

Os documentos também revelam que vários veículos de propaganda independentes, jornalistas, blogueiros e influenciadores digitais recebem financiamento secreto, apoio e orientações para produzir conteúdos contra ao governo russo.

Os empreiteiros envolvidos são a Albany (empresa fortemente envolvida com a guerra de propaganda de Londres contra a Síria), Thomson Reuters Foundation (a que supostamente não tem fins lucrativos) e a Zinc Network, a empresa criminosa que realiza há mais de uma década a guerra de informações financiada pela Inglaterra. 

“No entanto, a Zinc Network é de longe a mais notável e sinistra de todas. A empresa, anteriormente conhecida como Breakthrough Media, há mais de uma década realiza elaboradas operações de guerra de informações no Reino Unido e no exterior. Suas atividades são cobertas pela Lei de Segredos Oficiais – muitas vezes seus funcionários nem sabem que estão trabalhando em projetos de Whitehall – embora documentos vazados e denunciantes tenham oferecido alguns detalhes sobre as milhares de operações secretas nas quais a empresa está envolvida.”, afirmou o jornal Sputnik em uma de suas matérias sobre o caso

A Zinc, entre outros absurdos, também criou ONGS astroturf, propaganda social à serviço do programa PREVENT, programa acusado de ser um programa de vigilância contra os muçulmanos na Grã Bretanha. A Zinc também organiza a Open Information Partnership (OIP), organização totalmente financiada pela empreiteira do reino unido, FCDO.  A OIP afirma estar preocupada com o “fortalecimento da sociedade civil” e com a “melhoria dos padrões jornalísticos” e o “combate a desinformação”, uma grande farsa dos imperialistas para intervir na política russa, como o próprio Kit Klarenberg expõe, a OIP se esforça em realizar uma alta campanha de mentiras fazendo uma verdadeira guerra de informações falsas para corromper a sociedade russa. Documentos também revelam que houve intervenção da OTAN nas eleições presidenciais na macedônia do norte – que “venceu” -, e existem fortes indícios que a intervenção da OIP interferiu em outras eleições em outras partes da região.

O interesse da Inglaterra fica muito claro, suprimir e atacar as informações que não são coniventes com seus interesses políticos, utilizando os meios de comunicação alternativos para realizar sua propaganda anti-russia.

Inclusive, nas próprias entrevistas realizadas pela Zinc, a FCDO escolhe figuras específicas da região russa cujo o discurso é conivente com o imperialismo do Reino Unido, chegando até a os treinar, financiar e até criar os conteúdos dessas figuras. Vários desses “especialistas independentes”, Jornalistas cidadãos e etc, se demonstram, na verdade, agentes eficazes do estado britânico seguindo os roteiros do imperialismo.

Foram cerca de 200 documentos vazados pelos hackers e alguns foram expostos pelos jornalistas Kit Klarenberg e Max Blumenthal.

O mais irônico do ocorrido é que os países imperialistas realizaram uma forte propaganda sobre a Rússia ter interferido nas eleições dos Estados Unidos, sendo que o governo britânico promoveu e ainda promove interferências diretas na Rússia, não somente nas eleições como na sociedade Russa, se utilizando e financiando desde canais de imprensa e até influenciadores de internet, mostrando toda a hipocrisia cínica dos imperialistas que sempre procuram interferir diretamente na vida política dos países atrasados.

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