Prisão, perseguição e despejo
O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra denunciam ilegalidades e perseguição política no processo de reintegração de posse no Acampamento Quilombo Campo Grande em MG.
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Despejo Quilombo Campo Grande
Família sendo despejada do Acampamento Quilombo Campo Grande MG durante a pandemia do COVID-19. | Reprodução

Após o despejo criminoso que desabrigou 14 famílias, destruiu lavouras e uma escola no acampamento Quilombo Campo Grande em Minas Gerais, com mais de 20 anos de resistência na luta pela terra e referência na produção agroecológica do Café Guaií, prosseguem as ações violentas e ilegais sobre as famílias do acampamento.

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra de MG, já havia denunciado que a área despejada foi muito além do que estava determinado pela liminar judicial. Contudo, os tratores continuam avançando ilegalmente, tanto para dentro do território do acampamento, invadindo o lote de duas famílias, como também às terras adjacentes do assentamento Nova Conquista.

Na última segunda-feira (24), ao buscar oficializar a denúncia da ilegalidade do despejo com um Boletim de Ocorrência, o Pastor Otelino foi preso pela PM de Campo do Meio, devido a um processo antigo. Segundo Tuíra Tule, da coordenação estadual do MST, essa é claramente uma prisão política, pois o suposto crime além de ser uma mentira já prescreveu. Conta que em 2008, colocaram fogo na mata e seu Otelino foi apagar o incêndio, mas acabou sendo denunciado como autor do crime de desmatamento. O Pastor Otelino é um dos assentados, agricultor orgânico certificado e integrante da cooperativa CAMPONESA, que atua na luta pela terra há pelo menos 15 anos, junto às demais famílias Sem Terra da região.

Desde do início do processo de reintegração de posse assistimos a uma série de violação de direitos humanos e ilegalidades cometidas pelo próprio Estado. O conluio entre o empresário fazendeiro, o poder judiciário, o poder executivo estadual e a Polícia Militar, já denunciado aqui, se reafirmam agora com a perseguição política do Pastor Otelino e a total omissão do judiciário quanto as ilegalidades realizadas pelo fazendeiro. Essas famílias, injustiçadas ambientalmente e socialmente, lutam não só  pelo direito à terra, ao trabalho e a moradia, mas também pelos seus direitos trabalhistas, roubados pelo empresário fraudulento e sonegador, que conseguiu o direito de reintegração de posse.

O MST- MG diz em nota que “Mesmo após promover 56 horas de tensão e violações de direitos humanos, a covardia e violência sobre as famílias do acampamento Quilombo Campo Grande segue seu curso. Não bastou realizar um despejo violento em meio à pandemia e usar o aparato da PM para fazer a manutenção desse processo. A ilegalidade continua, não há limites para a covardia do governo Zema e seus aliados, que continua demonstrando o seu descaso com o povo e mostrando sua face criminosa”.

Por isso o PCO reivindica, ao lado dos movimentos de luta pela terra, o imediato assentamento e regularização de todas as terras ocupadas e a suspensão de todos os despejos. Os que se dizem donos das terras deveriam ser expropriados, multados e exigido o pagamento das dívidas e das indenizações devidas aos trabalhadores, e ao próprio Estado.

 

Compartilhar no facebook
Compartilhe no seu Facebook!
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no reddit
Reddit
Compartilhar no facebook
Compartilhe
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Relacionadas