MG: obras federais inacabadas ou paradas pelo estado somam 14.347

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Após a análise de 38.356 contratos de obras, o Tribunal de Contas da União revela o problema que o estado de Minas Gerais enfrenta em pelo menos 54% do municípios, com centenas de obras inacabadas ou paradas pelo estado, que já somam 14.347. Enquanto isso, cerca de 10 bilhões de reais investidos pelo governo federal nessas obras, que estão paradas, não dão retorno algum à população de diversos municípios de MG.

Muitas dessas obras, que vêm sofrendo deterioração com o tempo, eram para ser escolas, creches, hospitais, postos de saúde, quadras esportivas, rodovias, redes de esgoto, etc. Ou seja, infraestruturas básicas as quais a população prescinde para ter uma vida minimamente saudável. As cidades que mais possuem obras inacabadas são Belo Horizonte, com 28 obras paralisadas, logo em seguida, Juiz de Fora e Sete Lagoas com 22 obras paralisadas e Diamantina, com 14. Para piorar, o valor inicial dessas obras só aumentou, devido ao tempo que estão paradas, seria necessário fazer novos cálculos que provavelmente triplicariam o valor inicial, ou seja, mais dinheiro para obras que não há certeza que chegarão ao fim.

Essa paralisia nas obras afeta a vida da população como um todo, pois sem as escolas e creches, muitas mães não têm com quem deixar os filhos, dificultando sua inserção no mercado de trabalho, que constantemente fecha as portas para mulheres com filhos. Outro ponto importante é a questão da saúde, diversas dessas obras deveriam ser hospitais e UBS (Unidade Básica de Saúde), deixando a população completamente desamparada, onde muitos tem que percorrer quilômetros até uma unidade de saúde.

Na comunidade Córrego Santo Antônio, no município de Caraí, por exemplo, se iniciou em 2015 uma obra de uma escola, estimada em 1 milhão de reais, contudo, até hoje a obra não foi finalizada, tudo que ficou até agora foram muros incompletos que com o passar do tempo agregaram rachaduras e fezes de gado. Essas paralisações em todo o estado resultam em 75 mil vagas inexistentes em creches e pré-escolas, além de gerar mais desemprego. Fica claro o descaso que o Estado, liderado por uma burguesia golpista, tem com a população do Brasil, principalmente com os mais pobres.