Montes Claros/MG’
Hospitais de Montes Claros (MG), conveniados ao SUS, emitem comunicado suspendendo cirurgias devido a falta de anestésicos. Cirurgias de emergência foram mantidas.
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Santa Casa em Montes Claros (MG) Foto: Santa Casa/divulgação
Santa Casa em Montes Claros (MG). | Foto: Santa Casa/divulgação

Não bastasse o caos na saúde pública devido aos cortes orçamentários promovidos pelos golpistas e a impotência do estado burguês em lidar com a pandemia, agora, os hospitais de Montes Claros (MG), conveniados ao Sistema Único de Saúde (SUS), suspenderam a realização de cirurgias pela falta de medicamentos anestésicos. Apenas cirurgias emergenciais estão sendo realizadas.

Segundo comunicado emitido pelos hospitais, a falta de anestésicos e relaxantes musculares se dá devido à escassez de matéria-prima no mercado, fruto da demanda gerada para o combate ao COVID-19. Como única alternativa, pedem para que a população fique em casa.

O Ministério Público limitou-se a uma ridícula nota em que afirma que está acompanhando “a situação em âmbito local, regional e nacional.” Isto mostra, mais uma vez, que a população não deve, de maneira alguma, contar com o aparato jurídico da burguesia, pois este é oriundo, majoritariamente, das classes burguesa e pequeno burguesa e, portanto, não dá a mínima importância para as necessidades da classe operária.

O comunicado, apesar da boa fé presumida, é impreciso ou até mesmo incorreto. A falta de medicamentos se dá, primeiramente, pela política genocida implementada pela direita, neste caso, por Bolsonaro e Zema. A direita fascista tenta sucatear a saúde pública para justificar a privatização total dos serviços de saúde. Outro motivo, aí sim bastante perverso, é, de fato, provocar o genocídio silencioso da classe trabalhadora para enfraquece-la.

Não é teoria da conspiração nem mero fruto do acaso o ataque genocida da burguesia e dos seus capachos direitistas à classe trabalhadora. Pelo contrário, trata-se de um plano bem elaborado das classes opressoras para manter os trabalhadores sob controle, inclusive matando uma parte destes de fome, doença e ações violentas, como as da Polícia Militar nos bairros periféricos.

Entretanto, a política da direita não é apenas um caso isolado, mas resultado do próprio sistema capitalista. As empresas farmaceuticas, ligadas ao grande capital imperialista, manejam a produção para aumentar seus lucros. Neste período de pandemia, a organização e a distribuição da produção são feitas para maximizar os lucros e não para atender às necessidades da população.

Portanto, a solução para os problemas da saúde e de outras áreas de interesse da classe trabalhadora passa, inicialmente, pela derrubada do governo golpista que se instalou no país a partir de 2016. A queda de Bolsonaro e eleições gerais, sem impedimento de candidaturas, é a primeira medida para reestabelecer o mínimo de democracia no país. Então, faz-se necessário, agora, mais do que nunca, que a esquerda de conjunto rompa sua inércia e mobilize a população pelo Fora Bolsonaro e sem alianças com golpistas.

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