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O carnaval de rua tem crescido por todo o Brasil, ano após ano (apesar de todos os impedimentos impostos pela direita), e junto a ele as manifestações politicas de repúdio ao golpe de estado. Com previsão de levar para a ruas de Belo Horizonte pelo menos cinco milhões de pessoas, com o avanço da repressão estatal após o golpe e principalmente a eleição fraudulenta de 2018, o Carnaval de rua de Belo Horizonte deste ano inaugurou uma novidade nem tão nova assim: o controle de conteúdo político das canções e manifestações pela Polícia Militar do estado, governado por Romeu Zema, do Partido Novo, ou seja, a censura das manifestações populares no Carnaval.

Já no primeiro dia de festa, os coordenadores do bloco Tchanzinho Zona Norte foram alertados por integrantes da corporação que se insistissem em continuar a xingar o presidente fascista e ilegítimo Jair Bolsonaro eles poderiam ficar sem policiamento, o que sem sombra de dúvidas seria um grande avanço na segurança dos foliões que como visto em todo o carnaval têm como única função reprimir o povo, a própria declaração da corporação demonstra que a PM é bolsonarista. A fascista instituição chegou ao ponto de intimidar os foliões que persistissem com as manifestações, de maneira que, se o policial avaliasse incitação, poderia dar voz de prisão.

“Ai, ai, ai, Bolsonaro é o ‘carai’” e “Ei Bolsonaro vai tomar no c…” são os gritos mais ouvidos nas ruas de todo o Brasil desde as saídas pré-carnavalescas deste ano. A Polícia Militar de Minas Gerais, porém, decidiu interferir na manifestação por considerá-la “chula, ofensiva e capaz de incitar a violência” o que nem de longe, em uma sociedade minimamente democrática, seria a sua função, somente em uma ditadura militar a polícia teria a orientação de interferir explicitamente nas manifestações políticas contra o governo em plena festa mais popular do país, que tem justamente essa característica de contestação radical por meio do escracho a personalidades públicas.

Este é o Carnaval do Fora Bolsonaro, diante disso é necessário acompanhar este movimento e organizar o povo que de forma explícita deu o recado: Fora Bolsonaro e todos os golpistas! Liberdade para Lula!

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