Antônio Carlos Silva

Juliano Lopes

Sobre o Juliano

Membro da direção nacional do PCO e coordenador do Coletivo de Negros João Cândido.

Juliano Lopes é formado em Direito pelo Centro Universitário de Brasília, advogado e dirigente da Secretaria Nacional Jurídica do Partido da Causa Operária. Integrantes do Comitê Central do PCO, atuou durante anos como redator do Diário Causa Operária e é colunista do Jornal Causa Operária.

Coordenador do Coletivo de Negros João Cândido, o qual é responsável por elaborar e aplicar uma política democrática e revolucionária para o movimento negro, na organização da emancipação dos negros, que só pode ser completa com a revolução socialista e a abolição da propriedade privada e o fim da repressão estatal.

Futebol

Meu Deus! E a Copa América?

O "debate" em torno da Copa América é uma distração diante do que deve ser feito

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De súbito somos surpreendidos com posições radicais contra a Copa América no Brasil, vindas de gente da Rede Globo que, durante o golpe, filmou cada cidadão com a camisa do Brasil que pedia a derrubada de Dilma Rousseff. Teve “ato” de três pessoas, com cobertura da Globo, dizendo que era mais uma família contra o PT, contra Dilma.

Bolsonaro, que não é trouxa, chamou para si a responsabilidade e vai realizar a Copa América no Brasil, independente de qualquer coisa. Ele é um criminoso, mas a política é coerente da parte dele, que nunca ligou para a pandemia. 

Os governadores, cínicos todos, nada fizeram contra a pandemia, deixaram seus próprios cidadãos morrerem e, agora, uns querem pagar de santos, dizendo que não querem a Copa América, para não amplificar a doença, quando nem vacina possuem, nem fizeram questão de comprar.

Todo mundo faz um drama danado com a Copa América, quando tudo corre normalmente no País. 

Ônibus lotado, metrôs cheios, com gente espirrando e tossindo por 40 minutos seguidos, gente na rua passando fome, milhões de desempregados, falta de vacina, falta de teste, falta (até hoje) de máscaras gratuitas, enfim, está do jeito que o Diabo gosta. Mas o dramático mesmo é a Copa América.

Fato é que a maioria que está contra o campeonato é por pura politicagem rasteira. 

Ou seja, viu no episódio a chance de tirar uma casquinha diante de mais uma medida de Bolsonaro. A direita “científica”, agora bem viva dentro da Globo, se colocou contra o torneio. “Um tapa na cara” diria o mais recente militante contra o negacionismo, Luís Roberto, narrador da Globo. 

A esquerda leu o jornal da burguesia e, salivando, não perdeu tempo, saiu correndo aflita e foi lá fazer politicagem com a Copa América também. Mais uma chance de fazer comercial, mais uma chance de propaganda, mais um voto. Quando a situação social está ladeira abaixo.

Um cidadão mais racional falou em uma padaria: “bom, mas já está acontecendo o Brasileirão… faz pouco tempo que acabaram os estaduais, tem a Copa do Brasil, tudo isso tem mais gente envolvida que a Copa América”. Verdade, e nem por isso tem escândalo, o que revela a politicagem da campanha contra a Copa América.

É preciso ter absolutamente claro que a desgraça que assola o País, tanto Bolsonaro quanto os quase meio milhão de mortos tem a rubrica da quase totalidade dos que se colocaram contra a realização da Copa América pelo Brasil, de direita e de esquerda. 

Quem poderia esquecer o “não vai ter Copa” do Sr. Boulos, em 2014, que se somou à campanha golpista? Quem poderia se esquecer do “fora todos” do PSTU e sucursais afins? Quem já esqueceu que era preciso “virar a página do golpe”, esquecer que a direita estuprou o PT? Bom, a gente não esquece. 

O que importa agora, na verdade, é a luta pela vacinação em massa, o auxílio emergencial de um salário mínimo para todos os trabalhadores desempregados, e as manifestações de rua para se conseguir isso. Multiplicar por mil os atos do último dia 29. Esse é o debate, isso que está na ordem do dia, é o que deve ser feito. Se vai ou não ter Copa América no Brasil, efetivamente, não tem a menor importância.

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A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

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