E o direito de escolher?
Enquanto Doria faz propaganda eleitoral com a vacina, um setor da esquerda apoia medidas ditatoriais contra a população
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Campanha do movimento feminista sobre as mulheres terem direito de decidir sobre os seus corpos | Foto: Reprodução

Durante essa semana de intensa propaganda sobre a vacinação, li vários comentários em portais da esquerda que me fizeram verificar se de fato estava numa página de uma imprensa de esquerda. Nos comentários de uma matéria que dizia que um casal de idosos havia decidido conjuntamente com a família que não tomariam a vacina, tive o desprazer de ler os seguintes comentários:


Poderiam ser facilmente comentários bolsonaristas, mas aparentemente foram feitos por pessoas que se dizem de esquerda. O comentário que menciona vacinar as pessoas dormindo, particularmente chamou a minha atenção, pois me lembrou um tipo de abuso sexual praticado contra pessoas desacordadas. Vacinar uma pessoa desacordada seria algo do tipo um estupro pelo Estado, cogitar apoiar algo do tipo evidencia a total desorientação política da esquerda pequeno-burguesa diante o funcionamento do Estado.

Esse Estado burguês, o mesmo que domina os corpos das mulheres, que criminaliza o aborto, pode ser legitimado para introduzir uma substância, qual uma pessoa não confia, de forma forçada e desautorizada?

Esses comentários demonstram também a histeria da classe média diante da crise econômica e social e contribui para a imposição de um regime ditatorial contra a população. Para a classe média, os trabalhadores, o povo, são sempre os culpados, eles que são os ignorantes e não contribuem para a vida perfeita que a classe média almeja, mesmo diante de um regime totalmente falido. Não é à toa que essa classe defende também e acha justo os trabalhadores, que não se vacinarem, sejam demitidos por justa causa!

A campanha da esquerda deveria ser por uma vacina controlada pelos trabalhadores, por uma campanha de conscientização que mostrasse abertamente os resultados de todo o processo de testes da vacina,  uma posição crítica sobre os monopólios da indústria farmacêutica, e claro, uma posição crítica diante da vacinação de Doria – o governador que não fez absolutamente nada para conter a pandemia, deixou mais de 50 mil pessoas morrerem e agora faz campanha eleitoral com a vacina.

É evidente, que com uma política dessa, a classe operária nunca se aproximará da esquerda, e apoiar medidas ditatoriais do STF golpista, tratar a população como gado, também não contribuirá em nada para o fim da pandemia.

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