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Traição

Metroviários: mobilização sem greve é uma farsa

Diretoria dos metroviários, formada pelo PSOL, PCdoB e do PSTU/Conlutas, acabam com mobilização sem nenhuma conquista

Assembleia dos metroviários – Foto: reprodução

O PSTU e sua central sindical de brinquedo, a CSP Conlutas, comemoraram a entrega da combativa greve dos metroviários contra a política do governador João Doria contra os trabalhadores. Após a decretação da greve na quarta-feira (19/05), onde uma parcela significativa da categoria aderiu à greve e paralisou o funcionamento do Metrô de São Paulo, a diretoria do sindicato, em particular do integrante do PSTU/Conlutas e diretor do sindicato dos metroviários, Altino Prazeres, entregaram a greve em rede nacional sem nenhuma reivindicação da categoria atendida.

A burguesia deu grande destaque para a greve atacando em todos os momentos os trabalhadores e a pressão exercida pela categoria forçou o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) e o Ministério Público do Trabalho (MPT) a realizarem uma audiência de conciliação e apresentarem uma proposta numa clara tentativa de acabar com a greve.

A proposta rebaixada foi prontamente aceita pela diretoria do sindicato, formada pelo PCdoB, PSOL e pelo PSTU/Conlutas e enfiada goela abaixo para os trabalhadores como uma “grande” conquista e que a greve deveria ser terminada para as negociações.

O PSTU/Conlutas apresentou a saída da greve como uma grande vitória, mas se esqueceu (talvez de maneira intencional) de dizer que não houve absolutamente nenhuma conquista. Mesmo com a audiência de conciliação proposta pelo TRT e MPT, com uma proposta completamente rebaixada, o governo do estado controlado pelo fascista João Doria afirmou que não vai acatar.

O texto do artigo sobre a greve no site da Conlutas mostra a farsa apresentada pelo PSTU. “O Metrô, no entanto, declarou que não poderia atender às propostas do MPT e TRT “nos termos em que foi formulada”. A empresa disse que “pode melhorar a sua proposta do dia 17 de maio, antecipando o pagamento da PR de 31 de janeiro de 2022 para 31 de agosto de 2021 e o abono salarial de 31 de março de 2022 para 31 de janeiro de 2022””, diz. Ou seja, terminaram a greve sem nenhum ganho e nem mesmo uma promessa.

A greve como principal instrumento de pressão para conquistar as reivindicações

Como vimos, não houve nenhum motivo para o fim da greve. A pressão da diretoria do sindicato encabeçado pelo PSTU/Conlutas é ainda mais pérfida. Isso porque a greve é o principal instrumento de pressão sob o governo e a empresa para garantir a negociação e a conquista das reivindicações dos trabalhadores.

A burguesia e o governo Doria possuem diversas ferramentas para não ceder aos metroviários. Possuem a imprensa golpista, assédio moral realizado por chefetes e patrões, a justiça que persegue a greve e os trabalhadores, além da situação econômica de total decadência.

Já a categoria somente pode contar com sua própria mobilização. Ir para a mesa de negociação sem mobilização dos trabalhadores é garantir que o governo Doria tome qualquer providência contra a categoria e ataque diretamente a greve. Sem greve não há pressão sob o governo Doria.

A continuidade da greve até a conquista das reivindicações dos trabalhadores, incluindo na mesa de negociação, coloca o governo contra a parede e mais “propício” a ceder as propostas apresentadas pela categoria. E isso não é uma abstração, e sim um método que leva a conquistas como vimos durante a história do movimento operário.

O PSTU/Conlutas, ao contrário dessa política combativa de greve e mobilização, em todos os momentos em que os trabalhadores exigiram medidas contra os ataques dos patrões procurou, em vez da mobilização, correr atrás de quem sempre atacou os trabalhadores, como os patrões, a justiça e os governos. Essa política foi vista agora nos metroviários, mas também na base dos seus sindicatos e da sua central sindical, como a Conlutas, como na privatização da Embraer, nos terceirizados da LG no Vale do Paraíba e nos Correios.

Nesse momento há uma enorme tendência à mobilização e o PSTU/Conlutas vão no sentido contrário e buscam uma política falida como é a de se apoiar nas instituições burguesas.

Está marcada uma próxima assembleia dos metroviários de São Paulo para hoje (25) e a categoria não pode aceitar essa política traidora de negociar trabalhando e de correr atrás da justiça. É preciso entrar em greve para derrotar o governo Doria e sua política de atacar os trabalhadores e a população.

A única maneira de conquistar as reivindicações dos trabalhadores diante da privatização, da pandemia, da crise econômica e da superlotação dos transportes e da contaminação dos trabalhadores é uma forte greve por tempo indeterminado até a conquista das reivindicações dos trabalhadores.

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A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

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