Metroviários: uma combativa greve contra a privatização

Metroviários de São Paulo paralisaram suas atividades desde a meia noite de ontem, dia 18, em uma acertada greve política, contra o leilão de privatização das Linhas 5 Lilás e 17 Ouro – o monotrilho, e também contra a terceirização das bilheterias do Metrô, demissões e aumento das tarifas.

A greve multiplicou a caos diário do trânsito paulistano, destacando a importância da categoria e desse serviço público que o governo golpista tucano busca sucatear  cada dia mais e pretende entregar de “mãos beijadas” para os tubarões capitalistas.

A paralisação refletiu, que mesmo com a precariedade total do transporte coletivo contou com adesão majoritária da categoria e amplo apoio da população, refletiu a revolta cada vez mais ampla com os golpistas e sua política de privatizações.

Como assinalou o diretor do Sindicato, Marcos Freire, “a privatização leva à terceirização, que é sinônimo de precarização das condições de trabalho e renda, além da queda na qualidade dos serviços prestados à população e aumento das passagens, o que prejudica trabalhadores do Metrô e usuários”.

Segundo o Sindicato a greve ganhou força com o balanço da própria categoria da experiência com a terceirização ocorrida nas bilheterias, como a da linha 2 Verde – Vila Madalena/Vila Prudente, que trouxe enormes prejuízos aos trabalhadores do Metro e à população  usuária.

A greve forçou o judiciário a suspender, o pregão marcado para o dia 19, às 9h, na sede da Bolsa de Valores de São Paulo, na Rua 15 de Novembro, quando estava prevista manifestação dos metroviários e de outras categorias, estudantes e movimentos sociais.

A greve reforça o clima geral de mobilização dos trabalhadores e da esquerda que cresce em todo País com a aproximação do dia 24, dia em que está marcado o julgamento do recurso do ex-presidente Lula, em Porto Alegre. Evidencia o avanço que foi, para a categoria, livrar o Sindicato da direção do PSTU-Conlutas que impediu a participação da categoria em lutas gerais e específicas, até o ano passado, quando a vitoria nas eleições de uma chapa da CUT e CTB, tirou a entidade do controle de setores que defendiam que não houve golpe, que os governos do PT e do PSDB são iguais e que a prioridade d3eve ser a “unidade” com os pelegos da Força Sindical, do deputado golpista “Paulinho a Força”, ligado ao PSDB e à FIESP.