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Metroviários do DF: governador não valoriza servidor e ameaça grevistas dizendo que a greve não vai dar em nada
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Metroviários do DF: governador não valoriza servidor e ameaça grevistas dizendo que a greve não vai dar em nada
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Em greve desde quinta-feira(2), os metroviários do DF  decidiram parar as suas atividades em assembleia  realizada no dia 1º de maio no Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Metroviários do DF (SindMetro). Dos trabalhadores presentes, 186 foram favoráveis à greve e 73 contrários.  A entidade garantiu que, durante a greve, ao menos 30% dos funcionários  irão operar 8 dos 24 trens da companhia.

Entre os motivos da greve, o Sindicato aponta a rejeição de algum termos propostos pela Companhia do Metropolitano do Distrito Federal relativos ao acordo coletivo da categoria, além do desrespeito aos acordos coletivos e sentenças judiciais que foram deferidas em prol da categoria. Um destes termos é referente à contratação de servidores  que foram aprovados em concurso público e um reajuste de 8,4% de acordo com o INPC, retroativo até 2015.

Diante desta situação, na quarta-feira (8), Ibaneis Rocha (MDB), governador do Distrito Federal, após reunião com Jair Bolsonaro, disse que a greve dos metroviários “não vai dar em nada”. De acordo com ele, “não existe possibilidade de negociar nada no âmbito de salários”.

Além de desqualificar a reivindicação dos trabalhadores, o governador, seguindo a cartilha do governo golpista, mandou publicar um edital no Diário Oficial do DF da última sexta-feira(3) com um chamamento público para as empresas que estejam interessadas em assumir a gestão do Metrô-DF. Ele afirmou que “Acho que aqui, em Brasília, durante muito tempo, em virtude dos governos de esquerda e socialistas, houve uma apropriação das empresas do DF pelo serviço público. E, agora, nós teremos que dar uma enquadrada nessa situação.”

A incompetência do governador, acompanhada de um projeto privatista fazem parte da política de ataques de Ibaneis aos trabalhadores. É necessário continuar com a mobilização para que estes ataques sejam combatidos.