Metralhadora matou Marielle: o Estado pagou, vereador mirou, a repressão atirou

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Quase dois meses depois da execução da vereadora do PSOL no Rio de Janeiro, Marielle Franco, e do seu motorista, Anderson Gomes, parece que as forças de repressão estão começando a tentar explicar o que aconteceu neste caso.

O vereador Marcello Siciliano (PHS) e o ex-policial militar Orlando Oliveira de Araújo, ambos ligados a milícias, foram apontados por uma testemunha como envolvidos no caso. Ou seja, dois membros da direita do Estado estão diretamente envolvidos no caso, que é efetivamente acobertado tanto pela polícia quanto pelos militares, que são os responsáveis pelo assassinato e pela desastrosa intervenção federal no RJ.

Segundo a testemunha reportada pelo jornal O Globo, o vereador teria dito aos milicianos que “tem que ver a situação da Marielle. A mulher está me atrapalhando”. A vereadora já tinha trabalhado inclusive na CPI das Milícias, na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

Marielle atuava nas favelas do Rio de Janeiro, denunciando arbitrariedades e brutalidades das forças de repressão contra a população das periferias. A vereadora, inclusive, fazia parte da comissão responsável por fiscalizar a ação das Forças Armadas no Rio.

Como “prêmio” por sua atuação, a direita golpista deu 4 tiros na cabeça de Marielle. Antes, ela foi espionada, teve sua rotina registrada e dados relatados. Esse é o tratamento que os militares e policiais golpistas darão às lideranças de esquerda comprometidas a lutar contra toda a repressão absurda que os trabalhadores sofrem no Brasil, principalmente nas periferias.