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7 vezes em que a esquerda serviu de papagaio da direita

É preciso superar as direções

O que a mobilização dos metalúrgicos em Blumenau mostrou

Balanço do coletivo Luta Metalúrgica - Blumenau sobre a campanha salarial de 2021/2022

Panfletagem na porta da Altona – Reprodução

No último dia 11 de Maio, o SIMETAL, sindicato que representa a categoria Metalúrgica em Blumenau, se reuniu com o sindicato dos patrões (SIMMMEB), na primeira mesa de negociação para o reajuste salarial de 2021. Os patrões simplesmente não apresentaram uma proposta, a alegação para isso é que até o momento ainda não tinha saído o INPC (Índice Nacional de Preço ao Consumidor), que no ano de 2020 ficou em 5,45%, bem abaixo do aumento real, sendo que só no ano passado, o custo da cesta básica, segundo o DIEESE (Departamento Intersindical de Estudos e Estatísticas Sócio Econômicas), aumentou entre 16 e 33% em todo o País.

O Coletivo Sindical Luta Metalúrgica – Blumenau, um agrupamento de trabalhadores metalúrgicos militantes ou simpatizantes do Partido da Causa Operária, decidiu intervir na situação, tirando inicialmente 2000 panfletos e 100 cartazes, convocando em conjunto com o sindicato uma assembleia para o dia 22 de Maio. Na semana do dia 17 a 21 de Maio, estiveram nas portas das principais fábricas da cidade como Altona, WEG, entre outras, colaram cartazes de divulgação da assembleia nas entradas das fábricas, isso tudo com duas reivindicações centrais: 1) Reposição integral das perdas salariais: reajuste de acordo com o aumento de custo de vida (mínimo 10%); 2) Contra o desemprego: reduzir a jornada para 35 horas semanais; trabalhar menos para que todos possam trabalhar.

Clique aqui e veja o primeiro boletim da campanha.

Esta primeira atividade teve um forte impacto na categoria, tendo em vista a paralisia das direções sindicais, que pouco contato tem junto aos trabalhadores, o que surtiu efeito direto entre o patrões. No dia 18 de maio, uma segunda rodada da mesa de negociação foi chamada, e os patrões novamente debochando da categoria apresentaram a tradicional migalha de repor apenas o INPC (Índice Nacional de Preço ao Consumidor), que de abril de 2020 a maio de 2021 acumulou em 7,59%, isso ainda parcelado em duas vezes, sendo 4% em Maio e 3,59% em Setembro.

Mesmo que insuficiente, a primeira intervenção da Luta Metalúrgica fez a proposta dos patrões aumentar em 3 vezes em relação a 2020, onde os mesmo ofereceram o “reajuste” de 2,46% com pagamento somente na folha salarial de novembro, o que mostrou o acerto da campanha.

Os companheiros da Luta Metalúrgica decidiram então tirar um segundo boletim, do qual imprimiram mais 2000 exemplares com a palavra de ordem central de 10% Já ou Greve, reivindicando o que sentiram durante a semana nas panfletagens. O impacto desta segunda intervenção foi tamanho, que empresas como a Altona anunciaram em seu mural 1 dia antes da assembleia que o acordo já tinha sido fechado e que a mesma pagaria os 7,59% em parcela única na folha salarial de Maio.

Clique aqui e veja o segundo boletim da campanha.

De fato, os metalúrgicos descobriram na assembleia que a vacilante direção do sindicato fechou o acordo no dia 20 de maio, dois dias antes da assembleia, sem consultar a categoria, mesmo que a realidade não apontasse para essa saída. Com isso, todas as empresas fizeram questão de pendurar em seus murais e/ou enviar e-mail para os trabalhadores anunciando o fechamento do acordo, o que foi fundamental para desmobilizar a categoria, e por fim, a proposta aprovada em assembléia, foi a seguinte: 1) 7,59% com parcela única em Maio, 2) 7,59% com parcelamento de 4% em Maio e 3,59% em Setembro e 3) 8% com parcelamento de 4% em Maio e 4% em Novembro, deixando na mão dos patrões escolher o que é melhor para ele.

Sendo assim, o balanço da Luta Metalúrgica é que com a mobilização feita pela categoria seguindo a política do Partido da Causa Operária, foi o suficiente para triplicar a proposta patronal em relação ao ano anterior e inclusive fez as empresas cederem à pressão pagando em parcela única, o que mostra que se tivesse sido feita uma campanha de fato por parte do sindicato e com a adesão da categoria, sem dúvida teríamos aumento real,. Esse acordo não representa o sentimento da categoria, tão pouco a necessidade. 

Precisamos de uma nova direção para nossas lutas!

A mobilização feita pelo Coletivo Sindical Luta Metalúrgica – Blumenau mostrou que o caminho é a mobilização, é necessário superar as direções sindicais e suas vacilações, que pouco ou nenhum contato tem com os trabalhadores e com seus interesses, para isso precisamos de uma direção que esteja à altura dos acontecimentos, de nossas necessidades e objetivos. Chamamos todos aqueles que têm interesse  em fortalecer a luta da categoria a participar de nossas reuniões e atividades, entre em contato pelo (47) 9 9155-2525.

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O Diário Causa Operária atravessa um momento decisivo para o seu futuro. Vivemos tempos interessantes. Tempos de crise do capitalismo, de acirramento da luta de classes, de polarização política e social. Tempos de pandemia e de política genocida. Tempos de golpe de Estado e de rebelião popular. Tempos em que o fascismo levanta a cabeça e a esquerda revolucionária se desenvolve a olhos vistos. Não é exagero dizer que estamos na antessala de uma luta aberta entre a revolução e a contrarrevolução. 

A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

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