Cultura marginalizada
Pesquisa do Itaú Central levanta dados sobre a atual situação catastrófica dos trabalhadores culturais. Para o bom grado dos golpistas, um a cada dois perderam seu trabalho.
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Teatro abandonado, exemplo do objetivo dos golpistas para toda cultura nacional | Foto: Fernando Madeira

Na perspectiva imperialista, não existe espaço para o desenvolvimento cultural. Pelo contrário, na medida em que as crescentes crises eclodem, cada vez mais a cultura é estrangulada. Agora, com a crise acentuada pelo coronavírus, metade dos trabalhadores da área perderam o emprego, de acordo com um estudo organizado pelo Itaú Cultural. Tal situação dramática, que conta com um total de 326,2 mil postos de trabalho destruídos, revela não apenas como a crise atingiu em cheio o setor cultural, mas que tal fragilidade mostra, principalmente, que a direita golpista é inimiga cultura.

O estudo, realizado pelo Painel de Dados do Observatório Itaú Cultural, usa como base os dados da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e foi divulgado nesta quinta-feira (26). Ele mostra que entre junho de 2019 e junho de 2020 os empregados especializados da cultural caíram de 659,9 mil para 333,7 mil, uma queda de 49%. 

Ele também aponta as reduções em cada setor da atividade cultural. O mercado editorial perdeu 76,85% de seus postos de trabalho no período analisado pela pesquisa, 7.884 mil empregos que não existem mais. Entre os trabalhos artesanais, 132,8 mil postos foram perdidos, queda de 49,66%. As artes cênicas e as artes visuais reduziram 43%, 97.823 mil, enquanto cinema, música, fotografia, rádio e TV perderam 38,71%, 43.845 mil. Profissionais criativos incorporados em outras indústrias (perderam 15,34% de seus postos) e também quem faz atividades de apoio à cultura (a perda para eles foi de 9,78%). 

Em relação a economia criativa, ela como um todo perdeu quase 10% de todos os seus postos de trabalho. Foram 691,9 mil pessoas prejudicadas. E o levantamento escancara, ainda, que os mais prejudicados foram os informais, que representaram 21,3% dos postos perdidos. Obviamente, como não tem seu trabalho regularizado, são os primeiros a serem atingidos pelas garras neoliberais, e acabam sendo os principais atingidos pelo programa de miséria de Bolsonaro e seus aliados golpistas.

Não se trata de uma mera consequência do vírus, muito menos do desinteresse popular pelas artes. É importante esclarecer, ainda com a situação drástica apresentada pelo estudo, que na realidade a direita utiliza-se da crise para destruir a cultura. Enquanto trilhões são investidos no financiamento dos bancos e das empresas mundiais, todo incentivo à cultura, é na verdade transcrito para sua própria repressão. Como não existe nenhuma programa ou incentivo ao trabalho cultural, a fragilidade no setor é imensa como percebido, e para o bom grado dos capitalistas.

O atual governo golpista não se preocupa com a criação internacional e artística, e sim o oposto, sua preocupação é com o fomento da despolitização e o aumento do desemprego, da miséria e da fome. Neste cenário, a direita golpista se aproveita da paralisia da esquerda para destruir cargos fundamentais da área da cultura, e jogar centenas de milhares de trabalhadores nas ruas. 

Por isso, a luta contra a demolição da cultura e contra o desemprego faz parte da luta contra o golpe de Estado e o governo ilegítimo, responsável por todas as demissões e o sucateamento cultural. É preciso arrancar o mal por sua raiz, o imperialismo e seus lacaios, que são incompatíveis com qualquer progresso científico, cultural ou artístico.

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