Evasão cresce no EJA
Relatos de professores afirmam que o ensino a distância é para menos da metade dos alunos e que esses não conseguem acompanhar as plataformas online
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Aplicativo disponibilizado pelo governo em um aparelho celular antigo que é muito usado por alunos. | Imagem: Roberto Costa/Código 19/Estadão Conteúdo

A quarentena foi decretada em março no estado de São Paulo pelo governador do (PSDB) João Dória, junto com o começo da quarentena veio o Ensino a distância para crianças e adolescentes alunos de escolas públicas e consequentemente para alunos de escolas particulares, menos da metade dos alunos conseguem acessar regularmente a plataforma online disponibilizada pelo governo estadual, além de professores relatando que muitos alunos matriculados no EJA (Educação de Jovens e Adultos) estão abandonando.

Estudante que são adultos em alfabetização são colocados para acessar plataformas online, professores do EJA dão relatos que precisam dar aulas por áudios no Whatasapp porquê seus alunos não sabem ler ou escrever, quanto mais acessar as plataformas disponibilizadas pelo governo, segundo a docente Nathália, Ela leciona em uma escola municipal que tem quase 200 alunos — desses, apenas dez conseguem acessar com frequência o sistema online.

“Minha turma é de adultos em processo de alfabetização. Tento dar aulas a eles por áudio de WhatsApp, porque, como ainda não sabem ler e escrever, não conseguem acessar o portal nem ler as lições”, afirma. “Hoje, em especial, estou bem revoltada. Fui falar com uma aluna, e ela me disse que não conseguiria fazer a lição que passei porque apanhou do marido, está com o braço quebrado e estava indo ao dentista, já que ele quebrou dois dentes dela. É muito injusto querer que uma pessoa que passa por isso tenha condições de estudar virtualmente”

Em entrevista ao UOL, a presidente do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), Maria Isabel Azevedo Noronha, afirma que menos da metade dos estudantes da rede pública têm acesso aos conteúdos disponibilizados no aplicativo online.

“De 3,7 milhões de alunos, somente 1,5 milhão consegue acessar as aulas. Isso cria desigualdade para quem já é desigual socialmente, ainda mais em meio a uma pandemia. Professores têm sido pressionados a colocar seus telefones pessoais à disposição dos alunos. E eu tenho ouvido de muitos deles que estão dormindo e acordando com notificação dos alunos no WhatsApp.”

A informação foi confirmada pelo subsecretário de articulação da Seduc-SP (Secretaria da Educação do Estado de São Paulo), Henrique Pimentel Filho, que afirmou que o material impresso pelos correios foi entregue a mais de 1 milhão de estudantes, além da sobrecarga que está acontecendo com os professores os golpistas descartam totalmente o aprendizado dos alunos, a preocupação do governo não é que os alunos tenham uma educação decente e sim que liberem vagas na escola para a demanda do próximo ano.

Enquanto educadores são jogados ao trabalho escravo com grandes relatos da redução de 50% do salário, abdicando-se de suas vidas pessoais, João Dória está preocupado em entregar materiais impressos para alunos que não tem suporte nenhum dos professores online, pois não têm acesso a internet, quanto menos para assistir os dois canais disponibilizados pela TV Cultura, a questão principal para esses alunos é o espaço de trabalho, qual infraestrutura um aluno pobre terá para estudar pela televisão com uma folha de material impresso, o mesmo aluno nessas condições será colocado para competir em vestibulares de faculdades e no próprio ENEM.

O que o governador de São Paulo busca é o emburrecimento da população com o sucateamento do ensino público, jogando ao mercado de trabalho jovens que se formarão após serem jogados a sua própria sorte por não conseguirem acesso a educação pública, o medo da demanda de vagas pois todos os anos entram alunos na rede pública de ensino nada mais é que o escancaramento de que o sistema de ensino público é falho, não suporta os alunos que têm e o governo não se privará de seus privilégios para construir escolas e cancelar o ano letivo a fim de não excluir mais da metade dos alunos de uma futura entrada no ensino superior.

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