Organizar os trabalhadores
Os números denunciam a ausência de acerto na política econômica do governo que não adota medidas que garantam a mínima sobrevivência da economia capitalista a qual defende
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Fila de trabalhadores no teatro municipal de Fazenda Rio Grande, região metropolitana de Curitiba | Foto: Albari Rosa/Gazeta do Povo

Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) , mais da metade da população economicamente ativa no Brasil está desempregada.

Os dados do Ipea foram cruzados com as informações da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua ( Pnad Contínua) do IBGE pelo economista Marcos Hecksher  que declarou ao Jornal O Globo que é a primeira vez em que menos da metade da população em idade de trabalhar está ocupada: 48,8% na segunda quinzena de março e 48,5% no mês de abril”.

“O tombo do mercado de trabalho na segunda quinzena de março, que se aprofundou em abril, foi bem maior do que o já indicado pelo IBGE e pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério da Economia”, diz o economista. Esta afirmação baseia-se na impossibilidade de mensuração da quantidade de pessoas desempregadas no período , uma vez que muitas não procuram emprego devido à pandemia e ao isolamento social , portanto não são considerados tecnicamente como desempregados para a base de dados oficial.

O índice do desemprego, passou de 11,2% no trimestre encerrado em janeiro para 12,5% em abril segundo as estimativas oficiais as quais sempre devem ser vistas com desconfiança pois a omissão de dados tornou-se prática corrente no governo Bolsonaro. Somente até abril já haviam sido registrados 1,86 milhão de pedidos de seguro-desemprego.

Apesar de estatísticas longe da realidade observada nas cidades brasileiras, os números denunciam a ausência de acerto na política econômica do governo que em plena crise capitalista não adota medidas que garantam a mínima sobrevivência do regime econômico ao qual defende.

O desemprego já imenso no Brasil foi aprofundado pela crise sanitária decorrente da pandemia de coronavirus causando a paralisia da economia capitalista. As demissões em massa são noticiadas a todo momento na imprensa seja no setor direto como no indireto. Metalúrgicos, Indústria automotiva, Comércio, Ensino, turismo e Serviços. Além das demissões, milhares de trabalhadores tiveram seus salários reduzidos durante a pandemia através do programa de suspensão de contratos.

É preciso enfrentar a onda de demissões decorrente da paralisia da economia capitalista através da organização dos trabalhadores através da criação de comitês de luta dentro dos locais de trabalho , exigindo a proibição das demissões e a redução da jornada de trabalho sem corte salarial. Esta é a única maneira dos trabalhadores se defenderem do ataque capitalista que privilegia o lucro dos patrões em detrimento da preservação dos empregos e da renda dos trabalhadores. Os comitês também são a forma de organizar os trabalhadores para que estes fiscalizem as condições de trabalho já que o índice de contaminação no emprego tem levado até à interdição de empresas como é o caso dos frigoríficos.

O que tem que ser preservado é a renda e o emprego da população, a economia capitalista além de não conseguir garantir a saúde e a vida do trabalhador se mostra incapaz de manter a sua própria sobrevivência.

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