Genocídio da juventude
Estudos revela que 236.8 mil estudantes já estão infectados sem sequer terem retomado as aulas presenciais.
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
SOROCABA, SP, 08.09.2020 - VOLTA-AULAS - Movimentação em sala de aula do Colégio Uirapuru, na cidade de Sorocaba, no primeiro dia de volta às aulas presenciais desde o início da pandemia do novo coronavírus, nesta terça-feira (8). (Foto: Adriano Vizoni/Folhapress)
Com reabertura dados irão piorar drasticamente. | Adriano Vizoni/Folhapress

Antes mesmo das aulas presenciais retornarem, um inquérito que avalia a prevalência de coronavírus entre os estudantes de SP revelou que ao menos 236.841 crianças e adolescentes já forma contaminadas durante a pandemia, um valor, que em percentuais, equivale a 16% do ensino fundamental e médio da capital paulista.

A pesquisa destaca que na retomada gradual das atividades presenciais, apenas 12,6% dos alunos terão anticorpos para a doença no ensino privado, 15,4% na rede pública estadual e 17,6% na rede municipal.

Os dados em primeiro lugar revelam o genocídio que já está em marcha contra a população jovem brasileira. Deste número de infectados a maioria se dá entre pessoas de baixa renda e negras ou pardas, conforme o levantamento, localizados sobretudo em escolas públicas. Esta informação, mesmo subnotificada, é importante para revelar a mortandade provocada pela falta de política do governo em combate a pandemia.

Um segundo ponto é sobre o risco da abertura das escolas. Apenas nas escolas privadas, cerca de 30% dos alunos moram com idosos, e o número de crianças assintomáticas que testaram positivo, são o dobro em relação aos adultos. Ou seja, com a entrada destes jovens no ambiente escolar em plena pandemia, o número de casos não irá só aumentar exponencialmente, como também a morte se espalhará, para os jovens  mas principalmente para os familiares das vítimas.

São Paulo chegou a lançar um projeto de testagem de alunos e professores para identificar a incidência da contaminação. Contudo, os valores obtidos ainda correspondem uma parcela ínfima da comunidade acadêmica, deixando claro que a situação real, sem sequer haver reabertura das escolas, é várias vezes maior do que a divulgada.

O projeto de reabertura já foi visto em prática em locais como Amazonas, Maranhão, etc. Os resultados, seja no Brasil, na Europa ou nos Estados Unidos revelam que o retorno às aulas ameaça ampliar o genocídio contra a população.

Compartilhar no facebook
Compartilhe no seu Facebook!
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no reddit
Reddit
Compartilhar no facebook
Compartilhe
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Relacionadas