Racismo no mercado de trabalho
Estudo do instituto independente revela que 35,1% dos trabalhadores negros com nível superior completo ocupam cargos de nível médio ou fundamental
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Trabalhador de limpeza em seu descanso | Foto: Saulo Cruz

Estudo do instituto independente IDados revela que 35,1% dos trabalhadores negros com nível superior completo ocupam cargos de nível médio ou fundamental no 1º trimestre de 2020, cerca de  2.397.390 das pessoas negras ocupadas. Os percentual de trabalhadores brancos na mesma situação é de 28,5%, ou 3.525.241 das pessoas ocupadas. Os dados foram extraídos da PNAD Contínua (Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílios), do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Os dados apontam que, no mesmo período de 2020, os números de pessoas negras e brancas ocupadas eram 6.823.065 e 12.339.708, respectivamente. Com isso fica clara a discrepância entre a quantidade de trabalhadores empregados nas populações negra e branca, bem como a ocorrência de ocupações que não são compatíveis com o grau de escolaridade do trabalhador ser muito maior na população negra.

Os dados indicam que, nos últimos 5 anos, a proporção de trabalhadores com ensino superior que atuam em cargos de nível médio ou fundamental cresceu mais entre negros do que entre brancos.

Ana Tereza Pires, pesquisadora responsável pelo estudo, interpreta que o crescimento da proporção de indivíduos que têm a qualificação incompatível com a função, “está ligado à expansão do acesso ao ensino superior e a incapacidade do mercado de trabalho brasileiro em acomodar estes indivíduos graduados”. A pesquisadora ainda afirma que as discrepâncias raciais podem ser causadas por muitos fatores. Por exemplo, a pesquisadora considera que embora a política de expansão tenha aumentado em termos absolutos o número de pessoas que acessam o nível superior, as políticas afirmativas, como as cotas raciais, ampliaram a representação dos negros em uma proporção maior.

Nas palavras de Ana Tereza Pires:

“Isto posto, a maior dificuldade encontrada pelos indivíduos negros em encontrar postos de trabalho adequados ao diploma pode ser parcialmente explicada tanto por questões subjetivas, como 1 componente discriminatório dos empregadores, quanto por questões objetivas como outros diferenciais de qualificação que favorecem aos brancos”, diz.

“É importante notar que estes diferenciais de qualificação –por exemplo falar 1 segundo idioma ou ter familiaridade com o uso de computadores– refletem a desigualdade de acesso a essa qualificação.”

A grande verdade é que não existe real ascensão para a população trabalhadora, especialmente para ainda mais marginalizada população negra. Os números comprovam que não importa o esforço individual, não é possível real emancipação sob o jugo do capitalismo. Quantos advogados, professores, enfermeiros e outros profissionais negros formam-se para serem subempregados? Para os capitalistas, os trabalhadores negros não são contratados porque não podem “nivelar por baixo as exigências” (nas palavras da sanguessuga do capital financeiro que está a frente do Nubank).

A única saída para real melhora é a revolução proletária! Trabalhador brasileiro, povo negro, junte-se ao PCO na construção de uma sociedade realmente igualitária! A única saída é ocupar as ruas! Fora Bolsonaro! Fora todos os Golpistas!

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