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Futebol e imperialismo
Mesmo com campanha do imperialismo, Neymar resolve jogo do PSG
Sob intenso bombardeio por parte dos órgãos do imperialismo, Neymar, ainda assim, marca um golaço de bicicleta, garante a vitória de sua equipe e põe os “críticos” de joelhos
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Futebol e imperialismo
Mesmo com campanha do imperialismo, Neymar resolve jogo do PSG
Sob intenso bombardeio por parte dos órgãos do imperialismo, Neymar, ainda assim, marca um golaço de bicicleta, garante a vitória de sua equipe e põe os “críticos” de joelhos
Neymar comemorando o gol que deu a vitória ao PSG (Foto: AFP)
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Neymar comemorando o gol que deu a vitória ao PSG (Foto: AFP)

Fora das partidas do Paris Saint-Germain (PSG) desde maio, por conta de uma lesão no tornozelo e dos percalços de uma negociação turbulenta para deixar o clube parisiense, Neymar voltou a campo no último sábado (14) contra o Strasbourg, no Parque dos Príncipes, em Paris, pela quinta rodada do Campeonato Francês.

O jogador foi recebido com vaias, palavrões e faixas de protesto pela torcida de sua própria equipe, mas, ao final do duelo, mostrou a sua genialidade e garantiu a vitória do time na casa com um golaço nos acréscimos do segundo tempo. Aos 47 minutos da etapa final, após cruzamento de Gueye pela esquerda, Neymar arrematou de bicicleta, com a perna canhota, e marcou, assim, o gol que determinou a vitória do time de Paris.

Esse gol, aliás, foi o 52º do brasileiro em 59 jogos com a camisa do PSG, o que lhe garante uma média de 0,88 gols por jogo. O atacante já é o segundo brasileiro que mais balançou as redes pelo clube, atrás apenas de Raí, que tem 72 gols em 215 partidas, uma média de 0,33 gols por jogo.

Em meio a inúmeras adversidades, como as lesões que sofreu nos últimos tempos, em meio a uma campanha sistemática de difamação, que já dura alguns anos, levada a cabo pela imprensa burguesa imperialista, em meio a acusações criminais, em meio a uma ambiente hostil, marcado por vaias e protestos de sua própria torcida, Neymar, mais uma vez, passou por cima de tudo isso com o seu futebol, e, no final, não restou outra alternativa aos torcedores senão aplaudir o craque brasileiro. “A boca que pita é a mesma que comemora”, comentou, sarcasticamente, o jogador após a partida.

Com algumas adaptações, o comentário sarcástico de Neymar também poderia ser direcionado para a imprensa imperialista europeia. Após o jogo, alguns dos principais jornais da Europa, com o costumeiro cinismo, “renderam-se” a Neymar. O diário francês Le Parisien , por exemplo, estampou a seguinte manchete: ” Gênio. Que pé do Neymar”. O espanhol El Pais publicou: “A torcida vaia e Neymar se agiganta”. O L’Equipe, da França, foi outro que se viu obrigado a reconhecer a realidade: “Um golpe de gênio que calou os críticos”.

O Diário Causa Operária, em mais de uma oportunidade, afirmou que considera Neymar o melhor jogador do mundo e o mais legítimo representante da tradição futebolística brasileira, caracterizada pela habilidade, pelo improviso, pelo drible, pela invenção e pela técnica refinada. Neymar, por isso, é uma expressão particular das melhores tendências que a cultura do povo brasileiro já produziu ao longo de sua história. O papel que Neymar cumpre como representante do futebol e da cultura brasileira não guarda relação com a consciência do jogador, com suas ideias, com sua ideologia, com seu discurso. Esse papel Neymar o cumpre objetivamente, ou seja, independentemente de ter consciência ou não dele.

Não é por outra razão que ele é o alvo preferencial dos ataques do imperialismo e seus órgãos de comunicação. Para garantir e acentuar a dominação sobre os países oprimidos, o imperialismo, além de submetê-los econômica e politicamente, também precisa submetê-los culturalmente, vale dizer, atacar e destruir suas realizações e manifestações culturais, suas tradições e suas tendências artísticas, que são formas pelas quais os oprimidos se expressam e se autoafirmam.

Nesse sentido, é preciso se colocar contra os ataques imperialistas ao craque brasileiro, os quais são, em última instância, não ataques puramente individuais, mas, sim, ataques direcionados contra o povo brasileiro e suas manifestações culturais.