Menos médicos: 3 mil brasileiros não se apresentam para substituir os médicos cubanos

Médicos cubanos no Brasil

No mundo da política, muitas vezes somos obrigados a dizer o óbvio, incansavelmente. O ataque do futuro governo fraudulento de Bolsonaro, endossado pelo atual presidente golpista Michel Temer, ao programa Mais Médicos se encaixa perfeitamente nessa categoria. Desde o primeiro momento, este Diário denunciou a ofensiva dos golpistas contra os médicos cubanos e este programa como parte de um plano maior, que tem como objetivo destruir completamente a educação e a saúde públicas.

A imprensa direitista brasileira faz toda uma campanha de que o Brasil não precisa dos médicos cubanos. De acordo com esta imprensa os médicos formados no país supostamente dariam conta das demandas nacionais. O que é uma mentira desavergonhada. Os médicos coxinhas sempre se recusaram a ir trabalhar nos confins do Brasil, o que explica a deficiência histórica de tratamentos médicos básicos em várias regiões do país. Com a expulsão dos médicos cubanos do programa Mais Médicos nem mesmo o PIG (Partido da Imprensa Golpista) consegue mais tapar o sol com a peneira. Segundo dados divulgados pelo próprio governo golpista, que vem manipulando as informações em conluio com o PIG, nesta sexta-feira (dia 14 de dezembro) esgota-se o prazo para que os novos médicos se apresentarem no trabalho. No entanto, 3 mil médicos brasileiros não apareceram nos municípios destinados!

Levando-se em consideração que, dos médicos brasileiros que ingressam no programa mais de 50 % não chega nem à metade do prazo de 3 anos e que o próprio governo golpista de Temer já retirou 1600 médicos no mais novo edital do Mais Médicos, é seguro afirmar que estes ataques significam não só a eliminação do programa como a preparação do terreno para um plano de maior envergadura contra toda a saúde pública no país.

Mas engana-se quem pensa que apenas nos confins do país é que há um estado de deficiência absoluta em termos de atendimentos médicos. Segundo o jornal Estado de São Paulo, até mesmo na maior cidade do país, os novos médicos contratados pelo programa se recusam a ir trabalhar em bairros afastados do centro, como Cidade Tiradentes e Itaim Paulista. Se isso acontece até mesmo na cidade de São Paulo, quem poderia acreditar que nos interiores do Brasil seria diferente?

Devemos denunciar amplamente os duros ataques dos governos golpistas, tanto de Temer quanto o futuro governo Bolsonaro, contra o programa Mais Médicos e a saúde pública em geral. Fiquem médicos cubanos! Fora Bolsonaro!