Melhores cursos universitários: só para brancos e ricos

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O acesso ao ensino superior é a realidade de uma parcela bem restrita da população, sendo cerca de 21% a quantidade de jovens de 18 a 24 anos que cursam ou cursaram uma faculdade, e em uma sociedade de maioria pobre e negra, os números não refletem a população brasileira.

A política de cotas, adotada pelos governos do PT, ajudou a mudar um pouco a realidade da diferença racial dentro nas universidades, mas sempre funcionando como medida paliativa diante da situação de falta de acesso do jovem negro à universidade que resulta da imensa desigualdade social do País.

Dados do Censo da Educação Superior de 2016 apontam que nos cursos com mais alunos matriculados, 42% eram negros, enquanto em 2011 eram somente 34%. Porém quando se analisa de perto os cursos mais bem avaliados em rankings universitários de cada carreira, o percentual cai para 27%, diferenciando apenas 1% dos dados de 2011.

Os cursos mais tradicionais das universidades, principalmente públicas onde estão a maioria dos cursos mais conceituados, ainda têm suas vagas destinadas a uma esmagadora maioria de brancos, normalmente muitos de uma classe média e escolas particulares. Os cursos mais concorridos também refletem em melhores salários e condições de trabalho, como medicina, administração, direito e engenharia, o que também impede que os negros tenham acesso a melhores condições de vida.

O acesso às universidades públicas e de melhor qualidade através de vestibulares são enormes barreiras para os mais pobres, e mais ainda para o negros, uma vez que a educação pública fundamental é completamente sucateada, e se por acaso conseguirem, precisam se manter durante a graduação sem auxílio permanência, que já vinham diminuindo e agora praticamente inexistem com os cortes anunciados pelo Ministério da Educação de Bolsonaro

A única forma de garantir um acesso igual para todos ao ensino superior de qualidade, é garantindo vagas suficientes nas universidades para todo e qualquer um que quiser cursá-la, o livre ingresso nas universidades. Os vestibulares devem ser extintos e a universidade controlada pela própria comunidade acadêmica de forma que comporte todos os interessados, e ofereça cursos gratuitos, de qualidade e incentivo à pesquisa, além de auxílio para que o possam cursar a graduação até o fim.