Medo de Lula, medo do povo

A direita não consegue mais disfarçar o temor que possui da força de Lula e da reação popular que ele expressa e tem liderança para impulsionar. Ainda mais em um momento em que há uma clara evolução política à esquerda e um acentuada crise do governo ilegítimo de Jair Bolsonaro, que nunca teve um amplo apoio popular.

Quando ocorre algum evento no qual Lula precise participar, a direita move-se com extrema agilidade e organização, no sentido de tentar neutralizar seu poder diante das massas, de reprimir previamente qualquer tipo de manifestação popular.

A cada passo, cada depoimento, cada olhar ou aceno de Lula para o povo faz com que a direita articule esquemas de segurança, mobilize a imprensa golpista, altere a programação na TV, combine o discurso a ser utilizado nos telejornais golpistas etc.

A cada vez que Lula vai aparecer em público, a direita arma uma verdadeira operação de guerra.

O último exemplo disso foi a ida do ex-presidente ao velório do seu neto, falecido em decorrência de meningite meningocócica.

As forças de repressão da população, personificadas nas Polícias Federal e Militar de SP, organizaram um mega esquema de segurança, envolvendo homens armados até os dentes com equipamentos de guerra (inclusive vestindo roupas com escudo da SWAT, em sinal de uma subserviência vil), helicópteros, carros blindados, fechamento de ruas e avenidas, entre outras medidas de segurança mais discretas e que não são observadas a olho nú, como colocação de câmeras nos locais onde Lula iria passar, a seleção das pessoas e da quantidade delas que puderam ter acesso aos locais onde Lula esteve.

Notícias falsas como a que dizia que Lula, quando presidente, havia vetado a vacinação contra a doença que vitimou seu neto e os inúmeros ataques nas redes sociais de fascistas ligados ao atual governo de Jair Bolsonaro somam-se à operação de guerra que tenta neutralizar o prestígio de Lula que cresce, na mesma proporção em que cresce a revolta contra o governo.

Devemos compreender que a força de Lula, seu poder, vem do povo. De quem mais poderia ser? Quem mais a burguesia teme?

Isso fica claro com as manifestações populares a favor de Lula nas torcidas de futebol e, nestes dias, no carnaval.

Nos blocos de carnaval, os adesivos e cartazes de “Lula Livre” são vistos a todo momento. Bem como músicas e palavras-de-ordem a favor de Lula, que se somam aos gritos e cantos contra o Bolsonaro como “Hei, Bolsonaro! Vai tomar no c*!%*”.

A direita entende, diferentemente de alguns setores da esquerda pequeno burguesa que hoje Lula possui a capacidade de impulsionar a população aos milhões nas ruas para lutar contra o regime golpista. Sua base social de apoio é simplesmente enorme, avassaladora e por isso assustadora para a direita.

É preciso tirar todas as conclusões dessa situação e transformar essa capacidade em uma poderosa campanha pela liberdade de Lula e pelo Fora Bolsonaro.

Um passo importante nesse sentido, é engrossar a organização e atividades dos Comitês de Luta contra o golpe de todo o País e, nesse momento, preparar uma grande mobilização em torno da Plenária Nacional Lula Livre, no próximo dia 16 de março, em São Paulo.