Colapso sanitário na Bolívia
Sem proteção contra o coronavírus, médicos e profissionais da saúde ameaçam entrar em greve na Bolívia
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La Paz, Bolivia 3 de abril 2020. Personas en espera en inmediaciones de institucion bancaria esperando su turno. Creditos: Abad Miranda/Captur-Arte
Bolivianos se protegem por conta própria. |

Em plena crise do Coronavírus, médicos e outros profissionais da saúde bolivianos estão ameaçando entrar em greve por causa do alto risco de contaminação ao qual estão expostos por falta de material adequado para a própria proteção. Desde o mês de março que estão denunciando a situação deplorável que estão vivendo. Na cidade de El alto estão fazendo paralizações de duas horas por dia como forma de chamar a atenção do poder público e da população para situação crítica do sistema médico-hospitalar boliviano.

Segundo, Daniel Casas, dirigente dos “Sindicatos de Ramas Médicas” (Sirmes) de El Alto, entre 40 e 50 profissionais de saúde da cidade já estão entrando com processos para se demitirem de seus cargos por não disporem de equipamentos de biossegurança nos centros de saúde.

Contando com mais de 600 pessoas infectadas pelo vírus e com mais de 30 mortes provocadas pela COVID-19, o governo golpista e ilegítimo de Jeanine Àñes do partido do Movimento Democrático Nacional, de extrema direita, tem sido alvo de inúmeras denúncias que o acusam de completa incompetência no gerenciamento da para conter o avanço da pandemia no país.

A crise do Coronavírus tem escancarado o estrago social que os golpes de estado nos países da América Latina vêm provocando em todo o continente. A população de todos esses países tem engolido o gosto amargo das políticas neoliberais impostas pelos governos golpistas. Assim tem sido no Brasil, no Equador e na Bolívia.

A substituição de governos nacionalistas e populares pelos golpistas fascistas apoiados pela burguesia local e pelo imperialismo teve como resultado a crescente destruição dos serviços públicos, especialmente no sistema de saúde desses países. Com a velha história do ajuste fiscal, colocam nos ombros da classe trabalhadora todo o ônus da dita “recuperação fiscal”, a salvação das contas do estado. O resultado disso é que todas as conquistas dos povos latino americanos para a melhora na vida da população mais carente estão sendo sistematicamente suprimidas.

Na Bolívia o golpe de estado impediu que Evo Morales, liderança indígena e dirigente do Movimento al Socialismo (MAS), assumisse a presidência mesmo depois de ter vencido legitimamente as eleições em 2019, a pressão da direita golpista foi tão violenta que obrigou Morales a renunciar e a se exilar. O golpe de estado substituiu o presidente legítimo pela autoproclamada presidente Jeanine Áñez, representante da extrema direita, Áñez já manifestou em diversas oportunidades sua posição racista contra os indígenas bolivianos que compõem quase metade da população do país.

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