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MIAMI, FL - MARCH 08:  Clarissa Horsfall holds a sign reading, 'Equal Pay,' as she joins with others during 'A Day Without A Woman' demonstration on March 8, 2017 in Miami, United States. The demonstrators were calling for woman to have equity, justice and human rights for women and all gender-oppressed people.  (Photo by Joe Raedle/Getty Images)
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No capitalismo, modelo econômico baseado na exploração da classe trabalhadora, os grupos mais oprimidos, como as mulheres pobres, são sempre os mais prejudicados no que diz respeito à questão salarial. Para os capitalistas, não importa o quanto as pautas “identitárias” estejam em alta e o discurso seja emocionante e pequeno-burguês, eles vão surfar na onda do empoderamento para gerar lucro, mas internamente, o clima da empresa é praticamente de uma escravidão velada.

Um reflexo desse tratamento que os capitalistas têm para com as trabalhadoras está expresso na desigualdade salarial entre homens e mulheres, algo que se agrava mais ainda quando se compara a diferença salarial entre mulheres brancas e mulheres negras. Para se ter uma ideia, mulheres negras recebem praticamente metade dos rendimentos de um homem branco, segundo dados do Observatório da Diversidade e da Igualdade de Oportunidade.

Enquanto a média salarial de homens no Brasil é de R$ 3,2 mil por mês, a das mulheres chega, no máximo, a R$ 2,7 mil. Não somente: uma pesquisa de março de 2018, feita pelo IBGE, mostrou que a diferença salarial entre homens e mulheres aumenta conforme as mulheres vão ficando mais velhas. Ou seja, envelhecer parece um problema para o capitalismo, que empurra as mulheres para os afazeres domésticos quando não são mais jovens o suficiente para produzir em larga escala.

Na época em que a pesquisa do IBGE foi feita, mulheres na faixa etária entre 25 a 29 anos recebiam 87% do rendimento médio dos homens, já as mulheres entre 40 a 49 anos recebiam apenas 75% dos rendimentos médios dos homens. Tudo isso é um claro reflexo da política neoliberal, que se baseia na completa superexploração dos trabalhadores, transformando o mercado de trabalho numa sabotagem monstruosa às mulheres. As mulheres trabalhadoras enfrentam todos os obstáculos possíveis, diariamente, para serem exploradas pela direita golpista e, ainda assim, recebem uma verdadeira miséria.

Enquanto a luta pela derrubada do capitalismo não avançar até esmagá-lo, não só as mulheres pobres, como a classe trabalhadora em geral, continuarão aprisionadas na mais pura pobreza que azeita a máquina capitalista de exploração e faz com que a população pobre trabalhe exponencialmente mais do que precisa para sobreviver e recebendo valores completamente desiguais.

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