Recuo do recuo
Política para aumentar a propagação do vírus ficou para dois meses mais tarde
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Volta às aulas na pandemia, uma política genocida | Foto: Reprodução

Na semana passada, o Ministério da Educação do governo Bolsonaro, comandado pelo pastor presbiteriano golpista Milton Ribeiro, publicou portaria determinando a volta às aulas nas universidades. Segundo o despacho, a reabertura das instituições deveria acontecer até 4 de janeiro. Mas o impacto da notícia causou enorme revolta entre os estudantes, o que forçou o governo de extrema-direita recuar.

Recuo do recuo

Com isso, as instituições públicas e privadas poderão continuar usando atividades virtuais para substituir o ensino presencial até o dia 28 de fevereiro, no famoso EAD (ensino a distância) uma modalidade que se trata de uma verdadeira farsa afinal de contas o ensino remoto não chega para todos devido as desigualdades sociais que o governo ignora, é tudo um faz de conta para mascarar a situação lamentável que os estudantes estão sendo expostos com um ensino de ”mentirinha”.

O MEC quer voltar as aulas a qualquer custo. Eles lançaram a proposta de retorno dia 4 de janeiro, mas foram obrigados a voltar atrás por conta da pressão contrária. Eles já tinham sido pressionados a voltar antes e agora de novo. Eles vão recuando, mas seguem insistindo, na técnica do ”vai que cola”.

Segundo o ministro golpista, será aberta uma “consulta pública” sobre a reabertura das universidades. Os estudantes, professores e técnicos não devem confiar nas manobras do governo Bolsonaro: é preciso organizar uma campanha nacional e mobilizar a comunidade acadêmica para que a volta às aulas só ocorra com testes e vacina para todos.

Volta às aulas e a economia

A pressão pela volta as aulas tem a ver com um problema econômico. Não só porque os capitalistas da educação estão desesperados, como os donos de escolas privadas, por exemplo, mas porque os estudantes são um setor muito importante na movimentação da economia da cidade.

Existe um estudo que coloca qu na educação, a nivel mundial são circulados cerca de 2 a 3% do PIB total, ou seja, é muito dinheiro a nivel internacional. No caso da pandemia, também há o dado de que desde o fechamento devido ao coronavírus, houve uma contração de 1% do PIB justamente por isso.

É um grande ataque aos bolsos dos capitalistas, por isso a insistência pelo retorno das aulas presenciais, por elas serem um elemento fundamental da economia, alimentando o comércio, serviços, etc.

Janeiro ou março, não muda nada

A verdade é que independente da dada, de janeiro a março, não faz diferença. O governo federal já anunciou que não vai ter imunização completa da população. Ou seja, não vai mudar nada.O governo de São Paulo já iniciou os testes da vacina, mas pessoas em grupo de risco, com morbidade. Logicamente, os estudantes não estarão imunizados

Mas existem setores que se colocaram contra as aulas em janeiro, mas quando o governo faz esse recuo do recuo para março, já ficam divididos, então isso mostra a manobra de manipulação dos golpistas com a propaganda da vacina pra poder ter condições de implementar uma política que vai no fim das contas aumentar a propagação dos contaminados pelo coronavírus.

Mas o problema nem é a vacinação. A vacina em si não resolve, pois não é uma coisa mágica. É uma questão política, como vem sendo colocada a questão da pandemia, pois primeiramente falavam do famoso ”fique em casa”. Depois queriam a reabertura do comércio e aí falavam em máscara, que também no começo diziam que era só para pessoas com sintomas, que não era uma coisa totalmente segura, que não garantia nada.E agora a salvação da pátria é a bendita vacina, mas a vacina em si não resolve o problema da imunização total da população, que é a questão que deve ser colocada.

Volta as aulas, só com vacina para todos!

A escola é um grande vetor de propagação do vírus. As crianças, jovens, não são um grupo fundamental de risco, mas propagam a doença passando para a família. Há casos de jovens saudáveis e vieram a óbito. Então é fundamental defender a vida não só dos professores mas também da comunidade escolar como um todo.

As crianças, os jovens, as famílias, os servidores, os técnicos e trabalhadores de conjunto. Finalmente, é preciso pressionar o governo, não se colocar de joelhos para medidas genocidas como essa. A volta das aulas presenciais é um crime contra os universitários, os professores e toda a sociedade. É preciso organizar uma mobilização nacional para impedir a volta às aulas enquanto não houver testes e vacina em massa.

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