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Ditadura nas escolas
MEC anuncia novas escolas “cívico-militares”
O golpe por meio do controle militar sobre as escolas busca destruir a organização política da juventude e de todo povo brasileiro, atacando diretamente a liberdade de expressão.
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Ditadura nas escolas
MEC anuncia novas escolas “cívico-militares”
O golpe por meio do controle militar sobre as escolas busca destruir a organização política da juventude e de todo povo brasileiro, atacando diretamente a liberdade de expressão.
Presidente ilegítimo Jair Bolsonaro.
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Presidente ilegítimo Jair Bolsonaro.

Nesta quinta-feira, 21 de novembro, o MEC anunciou a lista de municípios que por todo país irão ter algumas de suas escolas, previamente selecionadas pelo governo, como transformadas em “Cívico-Militares”, na criação de um projeto-piloto que atingirá 54 escolas em 23 Estados do país, além do Distrito Federal.

Os golpistas anunciaram esta medida como um “salto na qualidade educacional do Brasil”, informando que estas escolas controladas por militares irão já estar funcionando a partir do início do próximo ano, sendo organizadas por militares da reserva das Forças Armadas, bombeiros e polícias, que agirão nestas instituições por todo país.

O critério de escolha das escolas passou por um filtro de “necessidade” para o governo, priorizando pontos chaves onde os golpistas consideravam ser necessário maior controle além de ter a prévia corroboração dos governantes locais. Por todo Brasil as escolas estarão distribuídas em 19 no Norte, 10 no Centro-Oeste e 12 unidades no Sul, junto a 5 no Sudeste e outras 8 no Nordeste.

Já quanto as verbas os golpistas informaram que pretendem repartir entre o ministério da Defesa e os locais, junto a uma política dita pela implantação de um “respeito maior a alunos e professores”, o que claramente consiste em uma direta ameaça a comunidade acadêmica, que se vê a um passo do controle direto dos militares.

A implantação de escolas militares representa uma política ditatorial do golpe de Estado, que visa assumir um controle sobre as principais bases de mobilização da população brasileira, sobretudo sua juventude, contida em todas as instituições de ensino.

No Brasil é historicamente perceptível o grande papel exercido pela comunidade acadêmica nas grandes mobilizações populares, seja contra a ditadura militar ou até mesmo as deste último período, pelo Fora Bolsonaro e contra o golpe de 2016.

Naturalmente, como um espaço que aglomera inúmeras pessoas, as escolas e universidades são um dos maiores pontos de organização política e desenvolvimento de embates políticos que servem de base para as mobilizações. Além do mais, as mesmas são duramente atacadas pelos planos neoliberais, o que fazem a radicalização das pessoas em seu entorno serem ainda maiores.

Devido a soma destes fatores, o golpe já há algum tempo vem buscando assumir um controle ditatorial sobre as escolas. Anunciando primeiramente a escola sem partido, declarando aberta perseguição e censura aos alunos e professores e estabelecendo uma forte campanha contra a liberdade de expressão.

Com a implantação das escolas militares se dará mais um importante passo para o domínio ditatorial sobre a comunidade acadêmica, uma forma de destruir a organização política do povo, sobretudo da juventude, e perseguir diretamente os opositores ao regime golpista.

Sendo assim, o que está em jogo não é simplesmente um debate de “qualidades de ensino”, como a burguesia tenta enganar o povo, mas sim uma questão de ditadura ou não nas escolas que, com seu controle nas mãos do golpe, atinge todo o restante da população e sua organização política.