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Exploração
McDonalds é multado no Peru por morte de trabalhadores
Dois jovens mortos eletrocutados por máquina de refrigerante do Mc Donald’s no Peru, deixa claro o tipo de abuso ao qual os trabalhadores são submetidos.
protesto no Peru
Exploração
McDonalds é multado no Peru por morte de trabalhadores
Dois jovens mortos eletrocutados por máquina de refrigerante do Mc Donald’s no Peru, deixa claro o tipo de abuso ao qual os trabalhadores são submetidos.
Cartazes de protesto no Mc Donald’s de Miraflores, em Lima. Foto: Giselle Alvarez Meza/REUTERS
protesto no Peru
Cartazes de protesto no Mc Donald’s de Miraflores, em Lima. Foto: Giselle Alvarez Meza/REUTERS

Dois jovens trabalhadores do Mc Donald’s morreram eletrocutados na madrugada de domingo, 15 de dezembro, ao tentarem limpar uma máquina de refrigerante na unidade de Pueblo Libre, em Lima no Peru.

Carlos Campos Zapata, de 19 anos, e Alexandra Porras Inga, de 18, trabalhavam no turno da noite, segundo a mãe de um deles para o jornal El País: “eram um casal e trabalhavam para pagar os estudos, suas jornadas de trabalho chegavam a 12 horas por dia, os exploravam muito, tinha que fazer muitas coisas”. O caso revoltou o país.

Após a denuncia, a empresa Arcos Dorados Peru, responsável pela Franquia no país, decidiu fechar todos os estabelecimentos por dois dias. A advogada da família, Elizabeth Carmona, diz que quando chegaram ao local encontraram fios expostos. Depois que o caso ganhou repercussão, centenas de pessoas foram às redes sociais denunciar as condições que enfrentam como empregados de franquias de fast food na capital do país.

Na segunda-feira (23), várias pessoas se reuniram em frente um restaurante do Mc Donald’s em Arequipa, sul do país, e protestaram contra a exploração de trabalho. Na terça-feira (24), em frente a uma loja da franquia no bairro de Miraflores, houve outro protesto com slogan ‘o capitalismo mata’ e, contra a exploração laboral do modelo neoliberal, pediram justiça pelas mortes.

Na quinta-feira (26), a Superintendência Nacional de Inspeção do Trabalho (Sunafil) estipulou que a empresa deverá pagar uma multa de 845.670 soles, cerca de R$ 1 milhão. De acordo com a investigação, a empresa não deu condições de trabalho necessárias no local de trabalho ou nas instalações ou máquinas utilizadas, especificamente na máquina de distribuição de refrigerante.

Entre as infrações listadas pela Sunafil está o fato de a empresa não realizar verificações periódicas das condições de trabalho dos funcionários, não cumprir o fornecimento de informações e treinamento aos seus funcionários sobre Segurança e Saúde no Trabalho (SST), nem os alertar sobre os riscos em suas funções e apesar de conhecer os defeitos da maquina de refrigerante que transmitia uma forte descarga elétrica, não tomou providências.

Carmona, a advogada da família disse á Agencia EFE que as conclusões da investigação da Sunafil “provam as terríveis condições em que esses jovens trabalhavam, e à luz simples já estava claro que a empresa não tem apenas responsabilidade trabalhista, mas também responsabilidade criminosa na morte desses jovens”.

A família espera a conclusão da pericia para estender a denuncia contra a empresa pelo crime de expor pessoas a perigo, homicídio qualificado e outros. Moldes de trabalho esses que sustenta a décadas o capitalismo depravado e vem se intensificando nos últimos anos.

O neoliberalismo somado a falta de direitos trabalhistas são armas perfeitas para as grandes empresas e grandes monopólios explorarem, escravizarem e até matarem seus funcionários, a precarização dos locais e dos trabalhadores se tornam cada dia mais e maior em função dos lucros exorbitantes de um pequeno grupo de milionários em detrimento de milhões de pessoas trabalhadoras ao redor do mundo.

Portanto é fundamental denunciar esse modelo econômico que adentra o Brasil atualmente com os ataques graves aos trabalhadores e a fiscalização do trabalho no país que parte do ministro da economia Paulo Guedes e do governo fraudulento e golpista de Bolsonaro. É preciso sair as ruas se juntar a luta, não só na América Latina, mas em todo o mundo, organizar e por abaixo todo esse conjunto de empresas e modelos econômicos imperialista que deteriora e escraviza nossos irmãos trabalhadores.