trabalho escravo
Anunciada hoje , mas em andamento desde o dia 13 de janeiro, a Operação Resgate libertou 25 indígenas de trabalho em condições análogas à escravidão em Mato Grosso do Sul
Brasilia DF 16 10 2019 Povos Tupinambá e Pataxó marcharam nesta quarta-feira (16) contra o marco temporal e pela demarcação de terras indígenas em BrasíliaCerca de oitenta lideranças de 26 aldeias dos povos Pataxó e Tupinambá do extremo sul e centro-sul da Bahia realizaram uma marcha na manhã desta quarta-feira (16) em Brasília, manifestando-se em defesa de seus direitos originários, pela demarcação de suas terras tradicionais e contra a proposta ruralista do marco temporal.

A marcha partiu da Biblioteca Nacional e seguiu pela Esplanada dos Ministérios até a frente do Supremo Tribunal Federal (STF), onde os indígenas fizeram seus cantos e danças. Sua intenção era chamar atenção para o processo de repercussão geral cujo julgamento, na Suprema Corte, pode definir o futuro das terras indígenas no Brasil. O processo trará uma posição definitiva do STF sobre a tese do marco temporal, que pretende limitar o direito dos povos indígenas à demarcação de suas terras tradicionais. Em cantos e faixas, os indígenas marcam posição contra esta proposta inconstitucional.

“O marco temporal é ilegal porque, em 1500, aqui já existiam os povos indígenas. O Brasil não foi descoberto, ele foi invadido. Nossas terras foram tomadas, vários dos povos foram massacrados, dizimados. Quando lutamos por um pedaço de terra e o índio não está naquele local, é porque já fomos esbulhados, expulsos à força da bala”, explica o cacique Aruã Pataxó, da aldeia Coroa Vermelha, presidente da Federação Pataxó e Tupinambá do extremo sul da Bahia.O Movimento Unido dos Povos e Organizações Indígenas da Bahia (Mupoiba) ingressou com um pedido ao STF para contribuir como amigo da corte (amicus curiae) no processo de repercussão geral. O objetivo é subsidiar a Corte com informações sobre a realidade dos povos indígenas.foto  Tiago Miotto / Cimi
Indígenas | Foto: Reprodução
Brasilia DF 16 10 2019 Povos Tupinambá e Pataxó marcharam nesta quarta-feira (16) contra o marco temporal e pela demarcação de terras indígenas em BrasíliaCerca de oitenta lideranças de 26 aldeias dos povos Pataxó e Tupinambá do extremo sul e centro-sul da Bahia realizaram uma marcha na manhã desta quarta-feira (16) em Brasília, manifestando-se em defesa de seus direitos originários, pela demarcação de suas terras tradicionais e contra a proposta ruralista do marco temporal.

A marcha partiu da Biblioteca Nacional e seguiu pela Esplanada dos Ministérios até a frente do Supremo Tribunal Federal (STF), onde os indígenas fizeram seus cantos e danças. Sua intenção era chamar atenção para o processo de repercussão geral cujo julgamento, na Suprema Corte, pode definir o futuro das terras indígenas no Brasil. O processo trará uma posição definitiva do STF sobre a tese do marco temporal, que pretende limitar o direito dos povos indígenas à demarcação de suas terras tradicionais. Em cantos e faixas, os indígenas marcam posição contra esta proposta inconstitucional.

“O marco temporal é ilegal porque, em 1500, aqui já existiam os povos indígenas. O Brasil não foi descoberto, ele foi invadido. Nossas terras foram tomadas, vários dos povos foram massacrados, dizimados. Quando lutamos por um pedaço de terra e o índio não está naquele local, é porque já fomos esbulhados, expulsos à força da bala”, explica o cacique Aruã Pataxó, da aldeia Coroa Vermelha, presidente da Federação Pataxó e Tupinambá do extremo sul da Bahia.O Movimento Unido dos Povos e Organizações Indígenas da Bahia (Mupoiba) ingressou com um pedido ao STF para contribuir como amigo da corte (amicus curiae) no processo de repercussão geral. O objetivo é subsidiar a Corte com informações sobre a realidade dos povos indígenas.foto  Tiago Miotto / Cimi
Indígenas | Foto: Reprodução

Anunciada hoje , mas em andamento desde o dia 13 de janeiro, a Operação Resgate libertou 25 indígenas de trabalho em condições análogas à escravidão em Mato Grosso do Sul. Uma das ações foi realizada nesta quinta-feira.

Segundo divulgou o MPT-MS (Ministério Público do Trabalho em Mato Grosso do Sul), responsável pela operação, 22 indígenas foram resgatados há pouco em uma fazenda de Sidrolândia. Os trabalhadores faziam a limpeza de ervas daninhas em uma lavoura de soja.

Outros três trabalhadores indígenas já haviam sido resgatados no último dia 19, em fazenda de Campo Grande. Eles estavam expostos à chuva, enquanto catavam pedras e raízes para limpeza de outra plantação de soja.

Local onde estavam alojados três indígenas em fazenda de Campo Grande.

As equipes de fiscalização identificaram diversas condições degradantes, como falta de alojamento e banheiro adequado; local inapropriado para alimentação; falta de abrigo contra a chuva; não fornecimento de EPIs (Equipamentos de Proteção Individual); ausência de materiais de primeiros socorros e de registro em carteira.

O trabalho escravo é mais uma das consequências da não demarcação de terras indígenas

A não-demarcação e a revisão das terras indígenas já demarcadas pode levar os indígenas a um processo de miséria absoluta, pois vão ser forçados a saírem de suas terras para morarem em beira de estradas ou nas periferias das grandes cidades. E muitos acabam como vítimas do trabalho escravo.

Os indígenas estão no alvo do governo do fascista Jair Bolsonaro. Bolsonaro está colocando nos ministérios e secretarias pessoas que sempre atuaram contra os povos indígenas. são latifundiários ligados a invasões de terras indígenas e formação de milícias para atacar as aldeias e acampamentos.

Além de extinguir autarquias importantes, como por exemplo a Fundação Nacional do Índio (Funai) e o Instituto de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e criar secretarias ligadas aos ministérios controladas diretamente controladas por militares e latifundiários.

Tudo isso porque os golpistas querem entregar as terras indígenas que possuem riquezas naturais, como recursos genéticos e minerais, para latifundiários, mineradoras, grileiros de terra e madeireiras. É o preço que esses capachos do imperialismo vão ter que pagar para os países estrangeiros que financiaram o golpe de Estado em 2016 e a fraude que levou Bolsonaro a presidência.

Além de ficarem preocupados, os indígenas devem se organizar em comitês de autodefesa para garantir os seus direitos da maneira necessária e pelos próprios indígenas. É preciso se unificar com outros movimentos de luta pela terra e de trabalhadores da cidade para derrotar a extrema direita.

Relacionadas
Send this to a friend