Massacre neoliberal: executivos da Vale sabiam do risco e não se importaram porque só pensam no lucro

Brazil Dam Collapse

De acordo com uma nota publicada na coluna de Mônica Bergamo na terça-feira (26/02), um dos gerentes da Vale sabia da existência de problemas nas barragens. Em depoimento realizado durante a investigação a respeito do desastre de Brumadinho (MG), ele admitiu que a diretoria executiva da Vale estava ciente dos problemas da barragem.

A coluna informa também que, na semana passada, o Ministério Público de Minas Gerais ouviu seis pessoas da diretoria da Vale, entre elas, dois gerentes que chegaram a ser presos: Alexandre Campanha e Joaquim Pedro de Toledo.

As mortes provocadas pelo rompimento das barragens de Brumadinho (MG) e Mariana (MG) juntamente com a destruição ambiental evidenciam a inviabilidade das privatizações. Considerada uma das maiores empresas do mundo, a Vale foi privatizada no final do governo Fernando Henrique Cardoso. Embora possuísse um valor de mercado em torno de U$ 3,3 trilhões, foi colocada nas mãos de compradores como banqueiros nacionais e internacionais e o investidor norte-americano George Soros pela quantia de U$ 3 bilhões.

Dessa maneira, o objetivo da empresa passou a ser expandir o seu lucro sem que houvesse nenhuma preocupação com as condições de trabalho e a situação das barragens. Como foi possível notar no caso da tragédia de Brumadinho, os empresários recusam a fazer o ressarcimento dos danos para a população, mesmo que isso ainda seja insuficiente diante de todo o desastre provocado por eles.

É importante lembrar que, assim como a Vale, outras empresas controladas por banqueiros e empresários cujo objetivo é única e exclusivamente o lucro, provocaram acidentes tão graves quanto os que ocorreram em Minas Gerais. Em 2010, por exemplo, a British Petroleum foi a responsável pelo maior vazamento de petróleo da história. No desastre, morreram 11 operários e 3,2 milhões de litros de petróleo vazaram no Golfo do México depois da explosão da plataforma Deepwater Horizon.

Em casos como estes, a saída possível é expropriar as empresas e colocá-las nas mãos das pessoas que, de fato, produzem, trabalham e demonstram uma real preocupação com o desenvolvimento social tanto dos próprios trabalhadores quanto da população nacional como um todo. A privatização da Vale evidenciou o descaso da empresa com os trabalhadores e as suas condições de trabalho bem como com o meio ambiente. Sendo assim, reestatizá-la é preciso.