Massacre de Suzano: sintoma do caos do governo Bolsonaro e do golpe

Os efeitos de um golpe de Estado podem ser sentidos nas mais variadas formas possíveis. O caso de Suzano, onde dois jovens entraram atirando em uma escola, resultando em 10 mortos, é efeito direto do golpe e do governo Bolsonaro.

O ano mal começou e os ataques à população começaram ou foram prometidos, como é o caso da reforma da Previdência. O efeito para a juventude de uma reforma que promete que ela vai trabalhar até a morte é devastador, como é para o restante da sociedade.

Isso sem falar no congelamento dos gastos feitos ainda por Michel Temer, outra marionete dos golpistas, que vão destruir a saúde e a educação a curto prazo. Destruição da educação esta que os dois jovens foram vítimas, como os demais estudantes. Se aproxima tempos tenebrosos para a educação brasileira nas mãos dos golpistas.

Se por um lado desperta todo um movimento de luta contra o golpe, por outro, um setor mais despolitizado, desperta um sentimento gigantesco de falta de perspectiva, de que nada irá mudar, de que as coisas irão piorar, em último caso, de que o golpe de Estado sairá vencedor.

O governo Bolsonaro é o governo da direita brasileira, aquela que defende os linchamentos, destruição de obras de arte, a venda do país para o estrangeiro, etc. No começo do governo, toda as contradições dessa política vieram a tona, deixando o governo na corda bamba.

São contradições que levam a política do governo para o caos total, ficando apenas a ideologia direitista de ataques aos direitos elementares da população brasileira. Tudo isso influencia alguma parcela da sociedade e os jovens autores da chacina em Suzano não ficaram de fora da pressão do golpe de Estado, das loucuras do governo Bolsonaro.

O que aconteceu em Suzano foi uns dos primeiros efeitos do golpe de Estado. A desestabilização que resultou em mortes. Outros virão e por isso é preciso lutar contra o golpe, contra o governo Bolsonaro, pela sua imediata derrubada.