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Crime capitalista
Obra da privatização: 250 pessoas já foram enterradas por Brumadinho
Empresas privatizadas ficam a inda mais distantes de passarem por qualquer controle democrático ou, menos ainda, dos trabalhadores, e portanto o lucro acaba prevalecendo sobre tudo
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Crime capitalista
Obra da privatização: 250 pessoas já foram enterradas por Brumadinho
Empresas privatizadas ficam a inda mais distantes de passarem por qualquer controle democrático ou, menos ainda, dos trabalhadores, e portanto o lucro acaba prevalecendo sobre tudo
Bombeiros trabalham nos resgates em Brumadinho. Foto: Ricardo Stuckert
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Bombeiros trabalham nos resgates em Brumadinho. Foto: Ricardo Stuckert

O assunto desapareceu das manchetes dos jornais da burguesia mas a contagem de corpos continuou. Domingo (29), foi identificada pela Polícia Civil a 250ª vítima do rompimento da barragem de Brumadinho-MG. No dia 25 de janeiro, o rompimento da barragem da empresa Vale deixou a cidade soterrada pela lama. Oito meses depois, as autoridades já contaram 250 mortos, e as buscas por outras 20 vítimas prossegue.

Mais uma vez, deve-se dizer que não se trata de um acidente. A Vale foi privatizada durante os anos 90 pelo governo de Fernando Henrique Cardoso, e estando privatizada a empresa ficou ainda mais longe de qualquer controle popular e, principalmente, dos trabalhadores sobre suas decisões e objetivos. Totalmente subordinada à sede de lucro de capitalistas, evitar o desastre de Brumadinho não estava nem perto de ser prioridade.

O que ocorreu em Minas Gerais, é um verdadeiro massacre dos capitalistas contra os trabalhadores. A empresa havia sido avisada do possível rompimento da barragem em dezembro de 2018. E mesmo assim para não ter o prejuízo econômico de ter que consertar a barragem, decidiu deixar de lado o problema.

As mortes provocadas pelo rompimento das barragens de Brumadinho (MG) e Mariana (MG) juntamente com a destruição ambiental evidenciam a inviabilidade das privatizações. Considerada uma das maiores empresas do mundo, a Vale foi privatizada em 1997. Embora possuísse um valor de mercado em torno de U$ 3,3 trilhões, foi colocada nas mãos de compradores como banqueiros nacionais e internacionais e o investidor norte-americano George Soros pela quantia de U$ 3 bilhões.

Para a burguesia, a vida social não importa. O que importa são os cálculos feitos para ver se determinada medida vai dar lucro ou não. Desta forma, com a crise econômica não são poucos os ataques que as empresas fazem contra o povo. A falsificação de alimentos, da gasolina, dos remédios e assim por diante são imensos. Barateia-se a produção, enquanto os preços aumentam de maneira insustentável para os trabalhadores.

 

Impedir as privatizações e reestatizar as empresas

O programa que o golpista e ilegítimo Jair Bolsonaro está levando adiante é justamente um programa de privatização de tudo, sob o comando de seu ministro da Economia, Paulo Guedes. Trata-se de um projeto de desastre para o País, com consequências terríveis para a população, conforme o caso da Vale já demonstrou. Por isso, entre muitas outras coisas, a luta contra o governo Bolsonaro tornou-se uma questão de sobrevivência. É preciso ir às ruas contra as privatizações e pelo desse governo. Fora Bolsonaro!