Eleições vs golpe na Bolívia
Pesquisa aponta que Luis Arce do MAS, partido de Evo Morales, ganha em primeiro turno. Mas presidente golpeado diz que, se eleição não for fraudada, haverá novo golpe
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Luis Arce, candidato do MAS (partido de Evo Morales) | Foto: reprodução

Há nove dias das eleições presidenciais na Bolívia, o candidato Luis Arce do Movimento Ao Socialismo (MAS), partido de Evo Morales, lidera com exatos 10% em relação ao segundo candidato, Carlos Mesa, margem que lhe confere vitória em primeiro turno. Carlos Mesa havia sido derrotado por Evo Morales praticamente pela mesma vantagem que aparece nas pesquisas. A eleição de 2020 é um terceiro turno que foi garantido por um golpe militar, já que a direita não consegue ganhar em eleições com o mínimo de democracia. 

A legislação eleitoral boliviana diz que o candidato, que tiver 40% dos votos nas eleições presidenciais e uma vantagem de 10% em relação ao segundo colocado no pleito, estará automaticamente eleito presidente do país sem a necessidade de um segundo turno. O candidato de Evo Morales, Luis Arce, tem 44,4 % das intenções dos votos da população da Bolívia contra 34% do candidato golpista Carlos Mesa. 

As pesquisas demonstram que qualquer outro resultado que não seja a vitória do candidato do MAS será uma completa farsa, visto que a popularidade de Luis Arce é muito superior aos demais candidatos, em especial, sobre Carlos Mesa, derrotado em 2019 por Evo Morales. É importante compreender que a direita golpista vai usar de todos os recursos possíveis para que a vitória do candidato de Evo Morales não se concretize. 

Há uma série de mecanismos fraudulentos que a direita está usando para evitar a vitória do MAS, como o impedimento dos bolivianos residentes no exterior de exercerem seu direito democrático de votarem, o impedimento de participação de dirigentes do MAS como Evo Morales, ordens de prisão, perseguição política, repressão policial e militar tanto a membros do MAS como de organizações sociais que são sua base de sustentação, até a manipulação da imprensa capitalista e o controle como um todo do aparato do estado. 

Não há qualquer possibilidade de um processo eleitoral democrático. O presidente legítimo da Bolívia, Evo Morales, eleito pelo voto popular, teve que se exilar na Argentina para não ser preso depois do golpe militar dado após sua vitória. Evo Morales declarou que se a direita não fraudar as eleições ocorrerá um novo golpe. Essa declaração demonstra o amadurecimento e uma melhor compreensão do presidente golpeado sobre a situação política no seu país. 

Nesta semana, a senadora Eva Copa denunciou os generais que foram promovidos pelo ministro da defesa do governo golpista da Bolívia, o que demonstra que os militares estão no controle do país. Não será possível derrotar a direita por meio de eleições, exceto se as mesmas forem acompanhadas de gigantescas e poderosas mobilizações dos setores populares para garantir a vitória e a posse de Luis Arce como presidente da Bolívia. 

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