Bolívia
Mesmo com todo esses ataques, o MAS ainda dissemina ilusões na população que a Justiça, que colaborou na queda do presidente Evo Morales, tome qualquer medida contra os golpistas
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MAS
Mural do MAS em rua boliviana | Foto: James Brunker / Alamy Stock Photo

O partido de Evo Morales na Bolívia, o Movimiento Al Socialismo (MAS), declarou que irá entrar com ações judiciais de responsabilidade contra a presidente golpista Jeanine Añez e integrantes de seu gabinete pelos massacres de Senkata e Sacaba, e pela gestão da crise sanitária da Covid-19.

O senador do MAS, Omar Aguilar, disse que a demanda será apresentada a Procuradoria Geral do Estado. O episódio de Senkata e Sacaba foi um massacre ocorrido em novembro de 2019, poucos dias antes do golpe de Estado contra Evo.

Em Sakaba, no dia 15 de novembro de 2019 uma marcha popular que vinha da região conhecida como Trópico em sentido a Cochabamba, foi atacada por policiais e logo em seguida por cinco aviões de guerra, além de soldados das Forças Armadas que começaram a jogar gás lacrimogêneo e atirando com fuzis. Crianças e famílias foram reprimidas. Pelos menos 10 pessoas morreram nesse episódio, enquanto 200 ficaram feridas e outras foram presas.

A acusação cairia contra os ministros Arturo Murillo do governo, e Luis Fernando López da Defesa.

No caso de desvios de fundos da Covid-19, a indicação é de que Añez teria que prestar contas pelo gasto de 4 bilhões de dólares que foram manejados do Executivo sob o argumento da emergència sanitária.  

O MAS, mais uma vez se posiciona na crença da resolução através da Justiça boliviana em pleno golpe de estado. Quando está mais que provado que essa mesma Justiça tem se colocado a favor dos golpistas e há vários integrantes do MAS que estão presos, além disso, Evo Morales não poderá ser candidato – pois inventaram um dispositivo jurídico que o impede de participar das eleições como senador. A justiça ainda persegue “Lucho”, Luis Arce, o candidato à presidência, primeiro lugar nas pesquisas, que é acusado de corrupção por um suposto desfalque de verba de um fundo indígena quando era ministro da economia de Evo Morales.

O fato é que as eleições se aproximam e a perspectiva é que os conflitos no país se acirrem. A burguesia tem se articulado para evitar a qualquer custo a vitória do MAS. Inclusive a presidente Añez acaba de retirar sua candidatura para as eleições que ocorrerão dia 18 de outubro, para colaborar com que haja um segundo turno, que tem como candidatos também o direitista Carlos Mesa, em segundo lugar, e Luis Fernando Camacho, da extrema-direita boliviana.

Mesmo com todo esses ataques, o MAS ainda dissemina ilusões na população de que a Justiça, que é um instrumento da burguesia e fiel da balança no golpe que retirou o presidente Evo Morales reeleito nas eleições passadas, tomem qualquer medida contra os golpistas. É preciso ter uma política inversa para derrotar a direita golpista: organizar a mobilização dos trabalhadores bolivianos contra o regime político de conjunto.

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