Aumento da repressão
Em meio a pandemia, a Prefeitura de Maringa prioriza projeto de controle social. O que eles temem?
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Câmeras de vigilância | Foto: futureatlas.com

A prefeitura da cidade de Maringá, no norte do Paraná, anunciou nesta segunda feira (01/06), em publicação no Diário Oficial, uma parceria com três empresas de tecnologia para instalar 70 câmeras com a capacidade de realizar reconhecimento facial e leitura de placa de veículos.

O projeto ainda se encontra em fase de testes e segundo a prefeitura o objetivo é escolher um sistema a ser adotado pela cidade, e que substituirá o sistema atual, que conta com o mesmo número de câmeras dos testes, 70, porém sem a capacidade de realizar reconhecimento facial. A iniciativa custará 5 milhões de reais ao contribuinte municipal.

O Secretário Municipal de Segurança, Clodoaldo Rossi, informou que as empresas participantes terão um prazo de 30 dias, prorrogáveis por igual período para testar as funções reconhecimento facial, identificação da placa de veículos, contagem de pessoas, estabelecimento de cerca virtuais, identificação de aglomeração, dentre outras funções.

O projeto de Maringá é uma clara violação do direito ao anonimato e privacidade dos cidadãos e uma ferramenta de controle social. E pior, pago com dinheiro público sob o pretexto demagogo de melhorar a segurança da população. O povo não foi consultado se quer abrir mão de sua privacidade, e se tivesse sido, certamente optaria por direcionar estes recursos ao enfrentamento da pandemia de coronavírus que assola o país.

O aparente erro no estabelecimento de prioridades das autoridades de Maringá é apenas isso, aparência. Na realidade, a burguesia, através de seus representantes, já se prepara para a onda de protestos que tomará conta do país. A insatisfação e revolta da população já começa a ser sentida, inspiradas pelas ações das torcidas organizadas de São Paulo e do Rio de Janeiro, e pelos protestos antifascistas nos Estados Unidos. Novos atos estão sendo chamados ainda este mês em dezenas de cidades e anunciam dias difíceis para a burguesia nacional.

As previsões econômicas ruins para o segundo trimestre de 2020, que antevêem uma queda de 10% no PIB (Produto Interno Bruto), poderá ser catastrófico para a economia, some-se a isso uma massiva fuga de capitais estrangeiros e um crescimento rápido do desemprego e teremos um barril de pólvora social prestes a explodir. O temor de uma convulsão social demonstrado pelo projeto de vigilância de Maringá é um claro sinal que a burguesia tem a dimensão da gravidade do momento e de que entramos numa nova fase da política nacional.

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